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Vendedor dá aula de empatia ao atender cliente com deficiência visual em supermercado

“Agora, ele vem sempre no mercado e me chama para acompanhá-lo”, diz o funcionário do mercado

funcionario-ajuda-cego-destaqueUm consumidor flagrou a atitude e a foto recebeu mais de 90 mil curtidas nas redes sociais. Reprodução: Facebook

Enquanto realizava compras em um supermercado de Praia Grande, São Paulo, o consumidor Mauricio Luiz dos Santos se deparou com uma cena emocionante: um colaborador apresentava com muita paciência as informações dos produtos que um deficiente visual procurava. “Ele descrevia detalhadamente as características como marca, preços, qualidade e opções mais em conta. Tudo sem pressa, deixando sempre a decisão para o rapaz”, afirmou Santos em sua página no Facebook.

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Além disso, o funcionário deixava o cliente pegar todos os produtos para sentir o cheiro e a textura, enquanto lhe explicava quais opções tinham melhor custo-benefício. Comovido com a situação, Santos postou uma foto da atitude do colaborador e o parabenizou pela aula de simpatia e bondade.

A publicação — realizada no mês de janeiro — recebeu mais de 90 mil curtidas, 24 mil compartilhamentos, 10 mil comentários e até uma resposta da Rede Atacadão, onde a cena foi registrada. “Bons exemplos precisam mesmo ser compartilhados”, escreveu a empresa em sua página oficial.

O funcionário flagrado na imagem é o auxiliar operacional João Lucas Haydou, de 23 anos. Ele trabalha na empresa desde agosto de 2018 e conta que ficou surpreso com a repercussão da imagem. “É um ato simples que faço todos os dias e que deveria ser comum”, disse o jovem, que nem percebeu o momento em que a foto foi tirada.

“Eu estava especificando ao cliente o sabor de um suco, a validade, quanto vinha dentro da embalagem e tirando todas as dúvidas dele. Então, não vi quando bateram a foto. Só fiquei sabendo dias depois”, relatou à Gazeta do Povo.

Segundo Haydou, o deficiente visual está sempre sozinho e começou a fazer compras no Atacadão com frequência depois que recebeu ajuda. “Acho que ele mora sozinho”, comenta o funcionário, que passou a atender o homem todo mês. “Agora, ele vem sempre no mercado e me chama para acompanhá-lo”.

Pai de um bebê de dois meses, o colaborador garante que tratar bem as pessoas é a melhor maneira de educar seu filho e lutar pelo sustento dele. “Ele é o motivo para eu ser assim porque não sei o dia de amanhã. Hoje você pode ajudar uma pessoa e amanhã pode ser a pessoa ajudada. Precisamos agir com bondade sempre”, diz o rapaz, que sonha em estudar Logística para oferecer uma vida melhor à família.

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