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Vovó matriarca? Não mais! Adeus aos bons velhinhos

Os novos idosos rejeitam alguns papeis no passado endereçados a eles, o que reflete até mesmo nas festas de fim de ano com as famílias

(Foto: Bigstock)

Eles não precisam (e nem querem) carregar a responsabilidade de serem os patriarcas ou as matriarcas responsáveis por reunir todos os membros da família na mesa de Natal. Os idosos têm se preocupando menos em fazer o que está no protocolo e mais o que as deixam felizes, diz Mirian Goldenberg, doutora em antropologia e pesquisadora do envelhecimento, entrevistada pelo Viver Bem:

Nas festas de Natal o velho “unia” todos, isso mudou?

Esse modelo é meio idealizado, mas hoje você não tem mais um único modelo de velhice: há o separado, o que está viúvo ou a viúva. Eles querem viver outras coisas, querem uma liberdade maior. Não é interessante idealizar muito esse velho do século passado, porque não existe mais apenas ele, e talvez nunca tenha existido.

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É o fim daquela ideia de patriarcas e matriarcas?

Sim, porque os velhos de hoje não são mais assim, não querem esse papel. A geração de 60/70 anos mudou o perfil das famílias. Eles não querem esse papel, é uma geração muito libertária. Eles respeitam o desejo dos outros, e o próprio.

Os velhos homens e mulheres de hoje são diferentes?

Como homens mais velhos sempre estiveram voltados ao trabalho, a garantir o dinheiro da casa, quando eles envelhecem têm um grande ganho afetivo e adoram ficar e curtir os netos. Como as mulheres sempre tiveram mais esse papel na família, elas hoje valorizam muito mais a amizade, a liberdade, a vida fora da família. Curtir o Natal agora tem outro significado e não é a ideia de hierarquia.

Como mudam as festas de fim de ano com essa visão?

Dentro de uma mesma família há várias famílias. Há quem se divorcia, o re-casamento, quem não se casou ou não quer se casar e outras não querem ter filhos. O mais interessante é que não há barreira de gerações como antes, quando o pai era inacessível e o avô não dava abertura. Hoje as gerações convivem até com bisnetos. Não é mais uma grande afronta falar ‘vou passar o ano-novo na praia’. Há espaço para essas escolhas!

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