Fome na TPM: Sou eu ou são meus hormônios?

Muitas mulheres sofrem com a TPM (tensão pré-menstrual), e mais de 100 sintomas já foram listados. Eles podem ser físicos, como o aumento do volume abdominal, psicológicos, como a irritabilidade, e comportamentais, como aumento do apetite e aumento do consumo de álcool.

Quem está de dieta sabe como é difícil se controlar nessa fase. Também é fato que as mulheres têm maior dificuldade de perder peso do que os homens. Mas por que isso acontece? Para entender melhor os motivos, precisamos responder a algumas perguntas:

Por que comemos?

Comemos basicamente por dois motivos:

1 – Para manter o equilíbrio do organismo: inúmeros mecanismos induzem a ingestão alimentar, garantindo o aporte dos nutrientes necessários para a manutenção da vida.

2 – Pela satisfação emocional. Comer pode ser uma forma de obter prazer e funciona ainda como um sistema de recompensa por “perdas e danos” sofridos no dia a dia.

O que nos faz iniciar ou terminar uma refeição? 

Diversos hormônios e metabólitos interagem com os circuitos cerebrais envolvidos no controle da fome e da saciedade, determinando o comportamento alimentar de forma individualizada. A ingestão calórica e o gasto energético – que definem o peso corporal – resultam da interação entre sinais hormonais e bioquímicos enviados pelo próprio corpo, e estímulos do ambiente.

Aumento da ingestão calórica na TPM: Mito ou fato?

Fato! Pesquisas mostram que os padrões de alimentação variam durante o ciclo menstrual, atingindo um pico na fase lútea (após a ovulação / TPM), quando se compara com a fase folicular (após a menstruação). A ingestão calórica aumenta, em média, 250 kcal/d na TPM, mas pode ultrapassar as 500 kcal/d.

Por que as mulheres são “programadas” dessa forma?

Essa é uma resposta adaptativa que prepara a mulher para atender às necessidades nutricionais relativas a uma possível gravidez, onde haveria necessidade de um maior aporte calórico.

Por que as mulheres sentem mais fome e desejo por alimentos calóricos na TPM? Pesquisadores demonstraram, com o auxílio da ressonância magnética cerebral funcional e de dosagens hormonais, que a ativação cerebral em resposta a sugestões alimentares varia nas diferentes fases do ciclo menstrual, o que prevê escolhas alimentares altamente calóricas na TPM. Os resultados foram publicados recentemente no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, uma importante revista na área da endocrinologia.

Acredita-se que os hormônios sexuais sejam parte da explicação para isso. As regiões cerebrais envolvidas tanto na homeostase (equilíbrio energético positivo ou negativo) como nas respostas hedônicas (palatabilidade e recompensa) têm receptores para os hormônios sexuais (estrogênio e progesterona), tornando-os participantes ativos na coordenação do comportamento alimentar.

Portanto, há sim uma explicação científica para que a maioria das mulheres aumente o consumo de chocolates e outros alimentos calóricos (e não de frutas) durante a TPM.

Serviço:
Dra. Daniele Zaninelli – Endocrinologia e Metabologia – CRM 16876
Endereço: Neo Business – Av. Cândido de Abreu, 470 – Centro Cívico, Curitiba – PR, 80530-000
Fone: (41) 3121-1001

 

 

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