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Ela queria fazer algo que não tinha preço

Andrea Gomides deixou de ser uma executiva bem paga na Microsoft em 2007 para criar uma organização sem fins lucrativos responsável por acelerar projetos sociais

  • PorDenise Drechsel
  • 05/06/2017 09:52
“Cada iniciativa social multiplicada traz infinitamente mais felicidade que tocar o sino da Microsoft e dizer ‘bati minha meta de vendas’", aceleradora de projeto sociais Andrea Gomides/Instituto Ekloos)
“Cada iniciativa social multiplicada traz infinitamente mais felicidade que tocar o sino da Microsoft e dizer ‘bati minha meta de vendas’", aceleradora de projeto sociais Andrea Gomides/Instituto Ekloos)| Foto:

Andrea Gomides deixou de ser uma executiva bem paga na Microsoft em 2007 para criar uma organização sem fins lucrativos responsável por acelerar projetos sociais. A história do seu ponto de ruptura tem origem nas favelas do Bairro do Limão, em São Paulo, onde fazia trabalhos sociais aos sábados pela manhã. Era um contraste trabalhar por altas metas financeiras na Microsoft, ganhar um salário elevado, e depois visitar essas famílias que mal tinham dinheiro para comer.

Num dos fins de semana, sentiu falta de uma moradora que sempre participava das atividades sociais e saiu atrás dela acompanhada de algumas crianças da favela. Quando bateu à porta, a senhora apareceu com o rosto deformado. “Tinha sofrido violência familiar e os filhos estavam agarradinhos à perna dela. Aquela cena me chocou muito e decidi que tinha de fazer algo de impacto social mais significativo”, diz.

Leia a matéria completa: Histórias inspiradoras de quem decidiu mudar e encontrou o “trabalho dos sonhos”

Na mesma época, uma mudança de planos durante uma viagem a fez ler o livro “Saí da Microsoft para mudar o mundo”, de John Wood, ex-executivo da multinacional que usou os seus conhecimentos para criar uma organização global sem fins lucrativos. “Era aquilo!”, pensou Andrea. Mas o que e como fazer?

“Cheguei a uma conclusão. O que eu sabia fazer era gerir negócios e fui à Europa para conhecer uma organização não governamental de desenvolvimento. Com esse conhecimento, e nos horários de almoço com meus amigos da Microsoft, desenhei o que é hoje o Instituto Ekloos, uma aceleradora de projetos sociais que ajuda a conseguir recursos financeiros e a profissionalizar os trabalhos realizados por diferentes organizações”.

Hoje com 48 anos, a tentação de voltar ao mercado corporativo ainda existe e ela continua a receber ofertas excelentes de trabalho. Porém, continua a se dedicar ao Instituto Ekloos, que trabalha com mais de 92 entidades em todo o Brasil, além de criar sistemas de tecnologia que beneficiam 900 instituições. Vivendo no Rio de Janeiro, Andrea diz que sente hoje uma felicidade que se renova a cada dia. “Cada iniciativa social multiplicada traz infinitamente mais felicidade que tocar o sino da Microsoft e dizer ‘bati minha meta de vendas’. Não tem preço o que fazemos”.

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