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Passar argila no rosto faz bem, e não é de hoje. Ela é uma das primeiras formas de terapia que o ser humano descobriu – há registros que datam de 12 mil anos de uso – e, mesmo com uma infinidade de produtos industrializados que prometem rejuvenescer a pele em minutos, continua sendo a “rainha” dos tratamentos estéticos. Mas por quê?

A resposta é mais simples do que se imagina. “A argila tem 98% dos componentes que fazem parte do nosso corpo. Sua composição é muito semelhante à nossa”, explica Fábio Vidal Freitas, professor da disciplina de geoterapia do curso de Naturoterapia da Faculdade Espírita.

Por conta dessa semelhança, esta matéria-prima é capaz de reequilibrar todos os minerais a partir do momento em que entra em contato com a pele. “Ela funciona como um organismo inteligente”, diz Freitas. Ou seja: uma mesma máscara de argila aplicada em peles completamente diferentes entre si – secas, oleosas, com rugas – age de acordo com a necessidade de cada uma.

“A argila tem a propriedade de absorver impurezas da pele e, ao mesmo tempo, hidratá-la”, completa o professor. E não é só isso. Uma única aplicação de máscara de argila é capaz de reequilibrar o pH da pele, amenizar inflamações e repor níveis de colágeno.

(Foto: Bigstock)
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Cada cor, uma função

Existem inúmeros tipos de argilas e nem todas elas podem ser aplicadas no rosto. Elas são divididas em grupos de cor e, a seguir, o naturoterapeuta explica algumas diferenças:

> Cores escuras: servem para fins terapêuticos, como tratamento de inflamações, infecções e restauração de tecidos. Não devem ser aplicadas no rosto (apenas no corpo), pois podem causar reações. “A argila preta, por exemplo, contém muito ferro e por isso pode irritar a face”, alerta Freitas.

> Cores médias: são utilizadas tanto para fins estéticos quanto para terapêuticos. A argila verde faz parte desse grupo e é mais indicada para o tratamento de peles oleosas e acneicas por ter ação mais adstringente e produzir uma limpeza mais profunda.

> Cores claras: são usadas principalmente nos tratamentos estéticos, pois têm ação mais suave (por isso, são indicadas para quem tem peles sensíveis). A argila branca age como um peeling, enquanto a amarela e a rosa nutrem e repõem colágeno.

Existe um tempo mínimo e máximo para ficar com a máscara de argila?

Segundo Freitas, depende do objetivo e da necessidade de cada pessoa. Em alguns casos, 15 minutos bastam, mas às vezes é preciso mais tempo para que a argila possa tratar a pele profundamente.

De qualquer forma, ele garante que não há riscos de que o produto se torne tóxico ou “devolva” ao corpo as impurezas que absorveu. “O que a argila absorveu ela não repõe para a pele”, afirma.

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>> Como preparar e aplicar a máscara de argila

1. Em um pote de vidro ou cerâmica, misture a argila em pó com água mineral/filtrada (ou chá de camomila frio) até obter uma pasta homogênea.

2. Aplique no rosto limpo (você pode lavá-lo com sabonete suave e depois enxaguá-lo com um pouco de chá de camomila frio) e deixe agir pelo tempo necessário – 15 minutos para uma limpeza suave e até 30 minutos se a intenção é tratar cravos e espinhas.

3. Dica: se quiser, adicione duas ou três gotas de óleo essencial, como o de rosa mosqueta (que ajuda na hidratação e prevenção de rugas), na pasta.

4. Se a argila ficar muito ressecada e começar a incomodar (acontece principalmente com as mais escuras, como a verde), a dica é hidratar a máscara borrifando água ou chá.

5. Lave bem o rosto, retirando todos os resíduos da argila, e hidrate em seguida.

6. Use a máscara três vezes por semana, sempre com um intervalo de 72h entre cada aplicação.

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