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“Eu faço roupa para mulher bonita”, diz estilista Helo Rocha

Sobrinha-neta e afilhada do fundador da Riachuelo, Nevaldo Rocha, estilista comemora dez anos de carreira e conta como mudou o seu estilo ao longo dos anos

Estilista Helo Rocha esteve em Curitiba para lançar a nova coleção, inspirada na cultura do cangaço. Foto: Naideron Jr./divulgação

Ela nasceu em Porto Alegre, mas logo depois da morte do pai, o executivo da Riachuelo, Nelson Rocha, foi morar em Natal. Passou a infância cercada de fios e tecidos, em uma época em que a indústria têxtil estava em um outro momento de consumo e de criação. Ainda assim, é inegável a influência da família nas suas escolhas. Sobrinha-neta e afilhada do fundador da Riachuelo, Nevaldo Rocha, Helo Rocha é categórica ao dizer que sempre quis trabalhar com moda e sequer pensou em seguir outra carreira.

Helo Rocha esteve em Curitiba para lançar a nova coleção, à venda na Namix com preços que variam de R$ 2 mil a R$ 12 mil. Foto: Naideron Jr./divulgação.

Helo Rocha esteve em Curitiba para lançar a nova coleção, à venda na Namix com preços que variam de R$ 2 mil a R$ 12 mil. Foto: Naideron Jr./divulgação.

Pouco antes de se formar em moda pela Faculdade Santa Marcelina, em 2005, já dava os primeiros passos como empreendedora, criando a marca Têca, uma homenagem à avó paterna. “Eu sempre criei pensando primeiro em mim, nas roupas que gostava de usar, mas fazendo um balanço, desde que comecei a carreira eu sempre fiz e continuo fazendo roupa para mulheres bonitas. Esse é meu propósito”, diz a estilista que esteve em Curitiba na última quarta-feira (21) para lançar sua coleção, na multimarcas Namix.

E que o adjetivo significa? Para ela, não é uma questão de idade nem de atributos físicos. “A mulher pode ser mais jovem, mais velha, mas deve ser exuberante. Esse é o meu público”, salienta. Ela considera, no entanto, que houve uma mudança e um amadurecimento na sua forma de criar nos últimos dez anos.

Uma alteração visível para quem acompanha a carreira da estilista, habitué das principais semanas de moda do Brasil. Na última São Paulo Fashion Week, por exemplo, ela viu o mercado dar uma nova guinada com a proposta “see now, buy now” (veja agora, compre agora), que representa o imediatismo do consumo. Ou seja, o que está nas passarelas, logo vai estar nas lojas.

“Acho que para o meu tipo de confecção não funciona assim. É mais o `veja agora e compre daqui a pouquinho´”, brinca Helo. Atualmente, ela considera as suas coleções atemporais e não relaciona a urgência de consumo e a efemeridade da moda com suas criações. “O mesmo vestido que eu fiz há um ano ainda está a venda e vai continuar sendo tendência”, analisa.

Na coleção Verão 2017, a estilista que está com 36 anos resgata suas origens e utiliza a cultura do cangaço como referência. São peças esvoaçantes, como vestidos de shape fluido, elaborados a partir de processo handmade. Uma das técnicas utilizadas é o bordado manual de linha, aplicado com taxas. Entre os tecidos, ela aposta na organza para estruturar as peças e em uma cartela de cores em tons pastel, além de muito preto. As peças estão à venda na multimarcas curitibana Namix  e custam de R$ 2 mil a R$ 12 mil.

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