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Indústria da moda precisa brigar por incentivos fiscais, diz economista

Economia criativa na moda brasileira é discutida durante o último debate do Zoom Cultural





O estilista da marca Apartamento 03, Luiz Cláudio, participou do último debate do Zoom Cultural no PBC


O designer do Senai-PR, Marcelo Gonçalves de Azevedo participou do debate


O economista Leandro Valiatti abordou a necessidade de um olhar cultural sobre a moda brasileira


Palestra sobre economia criativa fez parte das palestras do Zoom Cultural nesta quinta-feira
O último bate-papo do Zoom Cultural no Paraná Business Collection (PBC) aconteceu nessa quinta-feira (06) e criou o debate em torno da economia e dos aportes necessários para uma maior competitividade da moda brasileira.

Com o tema Economia Criativa e o Mercado de Moda Brasileiro, profissionais e estudantes de moda puderam refletir sobre a necessidade de um novo modelo econômico para o mercado têxtil. Participaram do debate o professor de economia Leandro Valiatti, a coordenadora da pós-graduação em moda do Senai-PR, Patrícia Gaspar, o estilista da marca Apartamento 03, Luiz Cláudio, e o designer do Senai-PR, Marcelo Gonçalves de Azevedo.

Durante a palestra, o professor Leandro Valiatti abordou as bases comportamentais da economia e questionou o modelo econômico atual da moda brasileira. “Deve haver uma organização da índustria para buscar do governo políticas públicas que tenham uma visão da moda como cultura”, disse. “Essa é uma ótima estratégia para colocar o país em uma posição de promover o desenvolvimento econômico com as vertentes da nova economia”, afirmou o economista.

Para Patrícia Gaspar, a criatividade é a força da inovação da indústria e, manter um modelo de economia criativa é o que dá competitividade à moda brasileira. “Não é o preço que nos faz mais competitivos do mercado nacional e internacional. É a identidade da moda do país que atrai novos mercados”, acredita.

Moda e economia criativa

Valiatti é consultor da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura e questiona principalmente o fato da moda ser tratada com um foco produtivista pela indústria. “Não se leva em conta a base cultural da economia”, comentou. “A economia com foco na produção homogeniza as pessoas, não leva em consideração o direito de escolha”, afirmou o professor. Para Valiatti, é na economia criativa que se consegue se manter a identidade da moda do país. “Percebendo a base cultural do processo econômico chega-se à diferenciação e uma maior heterogenia”, disse.

O economista, que é autor da pesquisa Economia e Cultura de Moda no Brasil, ainda afirmou que a indústria têxtil deve brigar por mais incentivos fiscais e subsídios para o setor. “O subsídio por parte do governo é uma estratégia para orientar a economia. Deve-se buscar essa orientação para a moda também”, concluiu Valiatti.

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