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Roupas que parecem pijama e a brecha da moda de poder usar o que quiser

No universo da moda, o “pijamismo” já está em alta há pelo menos cinco anos, quando Stella McCartney e Jil Sander – para citar alguns – apresentaram suas versões de pijamas na versão street wear em 2012

A ideia de levar o conforto de casa para as ruas já foi adotada pela italiana Dolce & Gabbana. Foto: divulgação.

Desde que a diretora do Procon-PR, Claudia Silvano, despertou uma onda de comentários positivos e negativos por estar vestindo roupas que pareciam pijamas durante entrevista ao Bom dia Paraná (RPC) , em julho deste ano, o tema “conforto e estilo” voltou à tona. E com muita polêmica. Investir em roupas confortáveis e com carinha de cama, porém, pode até ser considerado sinônimo de tendência. No universo da moda, o “pijamismo” já está em alta há pelo menos cinco anos, quando Stella McCartney e Jil Sander – para citar alguns –  apresentaram suas versões de pijamas na versão street wear em 2012. No início de junho, outra peça causon frisson nos telespectadores: o quimono que Renata Vasconcellos usou ao apresentar o Jornal Nacional.

Mas, afinal, existe um limite para as escolhas do vestuário quando o assunto é ambiente de trabalho? Para a consultora de imagem Juliana Bacellar, sim. “Não é à toa que ela tem um cargo de muita responsabilidade mas, por mais que uma pessoa não se importe com estilo ou moda, é importante que ela transmita uma imagem que represente a empresa em que trabalha, por mais que ela seja extremamente capaz no que faz”, afirma.

Cláudia Silvano durante o programa da RPC. Foto: Reprodução

Cláudia Silvano durante o programa da RPC. Foto: Reprodução

Segundo a consultora, há muitas formas de aliar o conforto ao estilo, principalmente no ambiente de trabalho. “A camisa de flanela pode ser combinada com acessórios, por exemplo, e os conjuntinhos estilo pijama, em tecidos de cetim, ficam ótimos com sapatos estilo scarpin. Quem não abre mão do conforto também encontra várias opções de modelos hoje em dia, como calças sociais em tecidos de moletom”, comenta.

Claudia, porém, não pareceu muito incomodada com as piadas a respeito de seu look. A diretora aproveitou o fato para promover a plataforma do “Consumidor.gov.br”, dizendo que todas as pessoas que não aprovaram suas roupas poderiam fazer uma reclamação através do site do Ministério da Justiça.

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Expressão

Ao contrário da consultora de imagem, a professora dos cursos de design de moda da Universidade Positivo e do Centro Europeu, Manita Menezes, acredita que a diretora do Procon-PR não apenas optou pelo conforto, mas sim mostrou sua autoria com expressão. “Para muita gente essa atitude pode pegar mal, mas acho legal ela fazer isso nesses tempos em que estamos vivendo. É bom para dar uma chacoalhada no sistema”, analisa.

A especialista explica que, de acordo com o conceito de consumo autoral, o consumidor atua de duas formas quando o assunto é moda: “uma delas é como autor, quando ele seleciona os elementos para a composição do seu estilo, e a outra é como ator, a partir da vontade de representar os papéis sociais através das roupas.”

Pijamas de grife

A ideia de levar o conforto de casa para as ruas também foi adotada pela italiana Dolce & Gabbana. A grife produziu a coleção cápsula “Pyjama Party”, com peças de pijamas que faziam referência aos conjuntos masculinos de calça e camisa. Tecidos de seda com estampas florais inspirados em souvenirs italianos da década de 60, animal print, petit poá e cores sólidas, como preto e rosa bebê, foram as escolhas para representar a coleção.

Foto: Dolce&Gabbana

Foto: Dolce&Gabbana

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