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SPFW: Quinto dia foi do fast-fashion ao handmande
| Foto: Rafael Chacon / FOTOSITE

O lançamento da coleção de Lethicia Bronstein para Riachuelo lotou a Baró Galaria, no bairro Santa Cecília, e agitou a manhã do quinto dia da SPFW mesmo com chuva. A estilista trouxe sua expertise do universo da moda festa para o dia a dia, com peças em renda e fundo pele em casaquetos, camisas, calças, jaquetas estilo bomber e vestidos longos e curtos. “Queria que fosse algo fácill para usar em qualquer ocasião”, contou pouco antes do desfile. Entre os tons estão off-white, preto, fúcsia e azul. As estampas florais e animal print, rendas chantilly e guipure aparecem misturadas em composições que saem do óbvio — causando até estranhamento. Assim como no desfile de Inverno 2015, promovido pela marca em parceria com a marca de luxo internacional Versace, o comentário geral entre os formadores de opinião é que a roupa deixa a desejar em pontos como tecidos e acabamentos.

SPFW: Quinto dia foi do fast-fashion ao handmande

Glória Coelho, conhecida pela pontualidade das suas apresentações, deixou muito fashionista de mau humor. Seu desfile, marcado para 12h20, começou depois de 13h30. E a cura para tanta cara feia? A coleção impecável que mostrou na passarela. Inspirada nos países nórdicos, a estilista mostrou a mulher forte estilo “Game of Thrones”. Peças assimétricas, que misturavam couro, e malha apareceram em vestidos, calças, casacos e blazeres. Os shapes são todos acinturados. Brilhos nas malhas prateadas, no couro dourado e aplicações em cristal confirmam a tendência apontada por outros criadores ao longo da semana. A gola rolê também se destacou. Entre as cores, off-white, preto, marinho, vermelho, marrom, prata e dourado.

SPFW: Quinto dia foi do fast-fashion ao handmande

A estilista Fernanda Yamamoto apresentou uma coleção que causou comoção pelo trabalho feito à mão e o envolvimento com gente. Fernanda foi até a região do Cariri paraibano, localizada a 250 km de João Pessoa, em busca da renda Renascença. “Desenvolvi uma parceria com 77 artesãs organizadas pelo coletivo feminista Cunhã. Fiz os desenhos e elas executaram as rendas”, disse. Emocionada, a estilista contou que visitou a Paraíba mais de 7 vezes e que a coleção demorou mais de 1 ano e seis meses para ser executada.  A técnica manual é tão peculiar que costuma ser passada de mãe para filha. Ao fim da apresentação ainda mais surpresas, artesãs, colaboradoras de Fernanda e sua avó entraram com as criações na passarela. A renda surge com padronagens geométricas usando raízes, galhos, rachaduras, nuvens, cercas e outras imagens. “Os pontos mais abertos geram leveza e fluidez a um tecido originalmente duro e com pouco movimento”, disse a estilista antes da apresentação. Entre as cores, branco, verde, azul e fúcsia. 

SPFW: Quinto dia foi do fast-fashion ao handmande

Juliana Jabour viajou até os anos 1980. Assim, os grandes destaques são as cores primárias e as estampas geométricas – presentes principalmente em listras e poás. O volume na parte de cima das peças e as ombreiras são referências notáveis. O shape é o triângulo  invertido. Os tecidos são georgette, popeline, tules e paetês. O couro aparece em peças chave. Comprimentos mídi e longos, brilhos e macacões foram outros destaques. Quem abriu o desfile foi Fernanda Lima. As bolsas e sapatos fazem parte da coleção cápsula em parceria com a Lez a Lez. Os brincos foram feitos pela curitibana Maria Dolores.

 JULIANA

O empoderamento feminino e a apresentação de mulheres como guerreiras é um destaque da SPFW. Com referência em Joana D’Arc com uma pegada de rock, grunge e sensualidade, a Lolitta trouxe para a passarela uma coleção preta, prata e dourada. O tricô, carro chefe da grife, aparece onipresente. As passamanarias foram inspiradas em armaduras antigas e aparecem na forma de escamas, estruturas de cestarias em saias vazadas ou finalizadas com franjas e até em versão rendada. O comprimento preferido é mídi. Nos pés, sandálias gladiadoras com salto em acrílico.

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Lino Villaventura parece ter se inspirado na sua própria história, em seu próprio DNA. É como se o estilista estivesse fazendo referências a ele mesmo. O toque artesanal dos bordados associado aos efeitos de brilho e cores traz sofisticação. Peles, assimetria, textura em tecidos adamascados e golas rolê são os principais destaques. Numa viagem futurista, o estilista se mostra à frente do seu tempo. Por fim, até uma noiva entrou na passarela.

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A Osklen encerrou o quinto dia de desfiles em clima de Olimpíada. Oskar Metsavath fez uma homenagem à nobreza do esporte em coleção com base em moletom. Dos macacões aos vestidos, moletons e pantacourts, a marca fez uma coleção para vestir todos os times. O comprimentos preferido é mídi. Nas estampas, listras que remetem à uniformes esportivos com shapes e tecidos confortáveis que vão da seda ao moletom. O desfile ainda teve dois momentos: quando os modelos entraram trajando roupas com recortes estratégicos que lembravam uniformes — aqui falamos até de regatas. E um segundo momento, quando sete modelos usaram peças com prints de louros.

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