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Vicentina tem moda até debaixo d´água

Evento acontece há cinco anos reunindo moda, design e gastronomia autoral agora em novo formato (sem a grife Arad), mas sem perder a essência

O designer Roberto Arad, idealizador do Vicentina, evento que acontece até amanhã (4), em Curitiba, mesno com chuva. Foto: Katia Michelle

O empreendedorismo dá certo quando dá respostas aos consumidores.  E se a pergunta é: “onde encontrar moda autoral em Curitiba”, o evento Vicentina vem respondendo essa questão desde 2011. Idealizado pelo designer Roberto Arad para movimentar o seu então ateliê, agora que ele abandonou a sua própria grife, o Vicentina dá um retorno ainda maior para os participantes: quer ser um momento para compartilhar moda, design, gastronomia e – principalmente – ideias. A 12ª edição do evento começou na última sexta-feira (2)  e prossegue até domingo (4) no mesmo local e mesmo com a chuva, em uma loja na Rua Vicente Machado, reunindo 14 marcas autorais.

“Nossa proposta sempre foi incentivar a arte local. E a moda, o design e  a gastronomia estão interligados desde sempre. É uma forma de manifestação artística”, reflete. A ideia do evento surgiu quando o Arad estava em Florianópolis, em férias, e percebeu que era hora de movimentar a cena curitibana. A meta era resgatar as feiras de arte que acontecem há centenas de anos. Os “mais novos”, no entanto, podem até remeter o Vicentina a uma espécie de Mercado Mundo Mix, evento comum na cena dos anos 1990 nas principais capitais do país.

O objetivo, porém, não muda. “Queremos evidenciar o colaborativismo. A diferença é que agora também contamos com as redes sociais para divulgar o trabalho”, conta Arad, ressaltando que o evento tem caráter de divulgação “boca a boca” ou seja, de compartilhamento nas redes sociais. “Tudo está conectado e têm a ver com o estilo de vida que as pessoas querem”, ressalta.

É contando com essa premissa, por exemplo, que a artista plástica Ivana Cassuli decidiu lançar no Vicentina a marca Ivis&Tuca, dela e da galerista Tuca Nissel (da Ybakatu Espaço de Arte). A marca começa com peças assinadas por Ivana. São mandalas coloridas feitas à mão que ganharam estampas em saídas de banho e esteiras de pano. Essas peças (esteiras) têm várias funções: podem sem usadas na praia, no parque, como lenço, panô e são feitas em tecidos  com secagem rápida, que não pega umidade e não gruda na areia. São cinco estampas originais que ilustram às peças, que custam de R$ 150 a R$ 185. “A ideia daqui pra frente é lançar roupas com desenhos de outros artistas. Estamos inaugurando a grife no Vicentina, mas logo vamos ter um site e expandir a comercialização”, conta Ivana.

A artista plástica Ivana Cassuli escolheu o Vicentina para lançar a grife Ivis&Tuca, que transforma obra de arte em peças para vestir. Foto: Katia Michelle

A artista plástica Ivana Cassuli escolheu o Vicentina para lançar a grife Ivis&Tuca, que transforma obra de arte em peças para vestir. Foto: Katia Michelle

Há dois anos participando do evento, o arquiteto Felipe Guerra  vê no Vicentina uma oportunidade de mostrar suas peças dentro de um processo comercial que acredita. Para ele, as peças autorais tem o valor da exclusividade. “As pessoas percebem a diferença de ter uma peça da China ou ter algo exclusivo, autoral”, diz. Há três anos ele lançou a sua marca de joias GuerraGalas, onde coloca em colares, anéis, pulseiras e brincos a sua história com a arquitetura.“Minhas peças são muitos geométricas”, explica. As peças são feitas com mão de obra 100% curitibana em madeira, prata e pedras brasileiras. Os valores variam de R$ 198 a R$ 560.

Felipe Guerra: da arquitetura às joias geométricas comemora dois anos de Vicentina. Foto: Katia Michelle

Felipe Guerra: da arquitetura às joias geométricas comemora dois anos de Vicentina. Foto: Katia Michelle

Veterano na cena local, o designer Marco Novak leva suas bolsas exclusivas pela primeira vez ao Vicentina. São peças “flex” ( para homens e mulheres) para pequenas viagens feitas em tecido de alfaiataria, resina e PVC.  A marca já completou uma década no cenário curitibano e alcançou projeção internacional. Ainda assim, Novak prefere os eventos de rua para comercializar as suas peças. “É na rua que arte autoral pode ser explorada em sua melhor forma. É na rua que o diálogo com o público acontece realmente”, enfatiza. Para ele, o “futuro” da moda está justamente em eventos que promovem essa relação mais próxima com o público.

Marco Novak: “É na rua que arte autoral pode ser explorada em sua melhor forma"; Foto: Katia Michelle

Marco Novak: “É na rua que arte autoral pode ser explorada em sua melhor forma”; Foto: Katia Michelle

O Vicentina acontece até amanhã (4). As marcas participantes do evento são: Pine Ax; Veine; Reptília; Noiga; Adoro Saias; Ma Ma Vie; Sapatilha Colorida,; Lena de Helena; GuerraGalas; Vida Longa ao Café; Egueiras; Midalia; MNovack e Ivis&Tuca.

SERVIÇO:  Vicentina 12ª edição. Sexta (2/12) das 17h às 22h, sábado (3/12) das 14h às 22h e domingo (4/12) das 14h às 22h. Arad Tailor Bar – Rua Vicente Machado, 664, Batel. Entrada Franca.

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