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Grupos de risco

Mulheres que possuem parentes de primeiro e segundo grau com câncer de mama ou de ovário fazem parte do grupo de risco, pois têm mais probabilidade de desenvolver o câncer de mama. Essas mulheres devem entrar em um programa de atenção de saúde muito mais precocemente. As que tiverem muitos casos de câncer de mama na família devem iniciar as mamografias pelo menos dez anos antes dos casos mais jovens — se foi entre 35 e 40 anos, seu primeiro exame deve ocorrer pelo menos aos 30 anos.

Sinais de alerta

Inversão ou ferida no bico do seio, vazamento de algum líquido, nódulos, mama vermelha, ínguas nos gânglios embaixo das axilas. A primeira manifestação de um tumor de mama pode ser até o crescimento de um gânglio na axila. Nem sempre estes sinais indicam câncer, mas somente o exame pode detectar a doença.

A campanha Outubro Rosa, que teve início em 1.º de outubro, tem o importante papel de conscientizar as mulheres para a prevenção e diagnóstico do câncer de mama, uma doença cuja incidência está aumentando no Brasil e no mundo. "Infelizmente, no nosso país a maioria dos casos são detectados em estado avançado, por isso, o percentual de pacientes que morre ainda é alto. É um tumor agressivo, mas, quando diagnosticado com até 1 cm de diâmetro, é possível garantir a cura em 95% dos casos", afirma a radiologista coordenadora da Comissão Nacional de Mama do Colégio Brasileiro de Radiologia, Linei Urban.

A principal medida para a detecção precoce do câncer é a mamografia, um exame simples, barato e rápido. "Todas as sociedades médicas brasileiras e internacionais recomendam a mamografia anual para mulheres acima de 40 anos", afirma a radiologista. Segundo ela, uma lei federal de 2009 garante o exame gratuito, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), às brasileiras dessa faixa etária. "É um direito que deve ser cobrado", reforça.

"A mulher tem de se conscientizar da necessidade de ir ao médico todo ano para ser examinada, tanto nas mamas como para o Papanicolau. É um compromisso que ela deve ter consigo própria", salienta o especialista em ginecologia e mama do Hospital Erasto Gaertner, José Clemente Linhares.

De acordo com a radiologista, existem dois outros exames para detecção de tumores nos seios. A ultrassonografia, recomendada para mulheres com mamas densas, que têm muito tecido mamário e pouca gordura, e a ressonância magnética, exame indicado para pacientes com histórico genético ou familiar.

Outra medida importante está na realização do autoexame das mamas uma vez por mês, lembra Linhares. Nas mulheres que ainda menstruam, o recomendável é fazê-lo entre uma semana a dez dias após a menstruação. Cerca de 10% dos casos de câncer são palpáveis e não são visíveis na mamografia. Qualquer anormalidade deve ser informada a um médico. "A mulher conhece o próprio corpo e tem a capacidade de perceber uma alteração da mama de uma forma mais precisa do que o próprio médico em um exame de rotina. Ela sabe que aquele nódulo não existia naquele lugar antes, e isso acaba focando a investigação de uma maneira mais eficaz", explica o médico.

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