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Vegetais crucíferos potencializam desintoxicação do organismo

Longe de radicalismos, uma dieta detox ajuda a eliminar toxinas e substâncias que fazem mal à saúde, além de nutrir o organismo. E acredite: ela não é restritiva e nem repleta de ingredientes excêntricos

As enzimas que ajudam a desintoxicar são produzidas e ativadas pela ingestão de determinados nutrientes encontrados, sobretudo, em vegetais crucíferos, como o espinafre. Foto: Bigstock.As enzimas que ajudam a desintoxicar são produzidas e ativadas pela ingestão de determinados nutrientes encontrados, sobretudo, em vegetais crucíferos, como o espinafre. Foto: Bigstock.

Toda pessoa saudável (sem comorbidades diagnosticadas) é candidata à “limpeza” do organismo, especialmente quando se considera o padrão de vida atual, que favorece dietas pobres em nutrientes e ricas em açúcares, gorduras, hormônios e até mesmo aditivos alimentares e agrotóxicos.

Além disso, há o uso relevante de medicamentos, produtos industrializados, bebidas alcoólicas e a exposição a um sem número de substâncias que prejudicam o funcionamento do corpo.

Porém, a dieta é bem indicada a indivíduos que sofrem com cansaço e fadiga excessivos, dificuldades digestivas, memória ruim, intestino preso ou solto, pele demasiadamente oleosa, sistema imunológico comprometido, excesso de gases, resistência à perda de peso e retenção de líquido.

Desconfie de promessas fáceis

A dieta detox é indicada quando feita de forma natural, com ingredientes selecionados e alimentos e sucos bem preparados.

Com sua popularização, o mercado também foi abastecido com uma série de produtos que prometem a limpeza do organismo sem muito esforço, como cápsulas, farinhas e pós para misturas.

O corpo, entretanto, é capaz de fazer a desintoxicação sozinho. Para isso, basta uma dieta minimamente saudável e um fígado “em dia”, que fará a devida eliminação dos compostos tóxicos presentes no sangue.

O órgão não precisa de fórmulas artificiais para desempenhar sua função, apenas de enzimas produzidas e ativadas pela ingestão de determinados nutrientes encontrados, sobretudo, em vegetais crucíferos como brócolis, rúcula, agrião, couve, couve-de-bruxelas, aspargos, espinafre, nabo e repolho, por exemplo.

Por que detox?

Ainda que o organismo seja capaz de realizar seu próprio processo de desintoxicação, a quantidade de toxinas às quais uma pessoa está exposta excede a capacidade de do fígado de eliminá-las.

Então, a dieta surge para potencializar a ação do órgão e também reduzir sua sobrecarga, dando uma força a mais através da alimentação.

O inchaço, um sintoma bastante incômodo, acontece neste caso porque o organismo, não capaz de eliminar todos os compostos tóxicos, retém quantidade anormal de líquido nos tecidos para tentar sua diluição.

Benefícios sentidos

Com o estímulo à eliminação de toxinas através da dieta, o corpo não demora a sentir os benefícios.

Logo nos dias seguintes, a pessoa pode ter o metabolismo mais acelerado, intestino em melhor funcionamento, desinchaço, pele mais bonita, diminuição das dores de cabeça, sensação de saciedade e melhora no bem-estar e na disposição.

Detox à mesa

As dietas de desintoxicação devem ser prescritas por um nutricionista, que vai elaborar um plano alimentar adequado às necessidades do indivíduo.

A dieta (esse termo não se relaciona ao emagrecimento, por não ser esse o objetivo primeiro do detox) pode durar diferentes períodos – indo das mais longas, como aquelas que ultrapassam uma semana, às mais curtas, com duração entre dois e três dias.

A quantidade de fases e ciclos também é determinada pelo profissional de nutrição. Apesar da abordagem individualizada, alguns ingredientes são comuns à mesa de quem opta pelo detox.

Confira os essenciais:

– Frutas, verduras e legumes de todo tipo

– Carnes magras

– Oleaginosas como castanhas, nozes e amêndoas

– Cereais como arroz integral, amaranto e quinoa

– Leguminosas como feijão, grão-de-bico e lentilha

– Sementes como girassol, linhaça e abóbora

– Óleos extra virgens

– Ovos caipiras

– Água mineral, água de coco e chás, especialmente o chá verde

– Temperos naturais como cebola, alho, gengibre e ervas frescas

Os proibidos durante a dieta:

– Álcool

– Bebidas cafeinadas

– Industrializados em geral

– Farinha branca (pães, massas e bolos)

– Doces e refrigerantes

Sem milagres

Segundo a nutricionista Fernanda Monticelli, dietas extremamente restritivas, com inclusão apenas de líquidos em todas as refeições, não são recomendadas, principalmente após períodos de consumo alimentar excessivo.

Essa mudança bruta pode causar mal-estar, fraqueza, tonturas, hipoglicemia, anemia, dores de cabeça, indisposição e até mesmo desmaio, além de colaborar para o efeito sanfona.

Mudanças gradativas costumam ser mais eficientes e duradouras. Portanto, o detox não deve ser encarado como uma pílula milagrosa depois de momentos de deslizes, mas inspirar uma alimentação mais saudável, rica e equilibrada durante todo o ano.

Fontes: Fernanda Dias Batista Monticelli Favareto, nutricionista pós-graduada em Alimentação e Nutrição na Atenção Básica pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e mestre em Nutrição e Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) e Jennifer Partika, nutricionista do Hospital Santa Cruz.

 

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