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Acne ou rosácea: o que pode ter acometido a pele do goleiro Alisson

Especulações nas redes sociais sobre o rosto do goleiro da seleção brasileira vão desde uma simples acne a doença inflamatória crônica vascular

A pele avermelhada e com marcas do goleiro Alisson vem chamando atenção nas redes sociais. (Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo)

A especulação nas redes sociais e mídia sobre o que acometeu a pele do goleiro da seleção brasileira Alisson Becker vão desde uma simples acne a uma rosácea — os sintomas das duas condições são muito semelhantes.

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Em uma coletiva de imprensa, o goleiro de 25 anos revelou, sem dar maiores detalhes, que a vermelhidão e as elevações na pele seriam resultado de uma “puberdade” e que a condição não o incomodaria.

Confira abaixo a diferença entre cada um dos problemas, e quais outros problemas de pele poderiam causar sintomas semelhantes ao que acomete o rosto do goleiro, conforme orientações da médica dermatologista, Camila Scharf:

Que Deus nos abençoe!! 🇧🇷 X 🇨🇭 #AB1 #Deusnocontrole #fé 🙏

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Acne: cravos e espinhas

A acne é, pela definição, um processo inflamatório das glândulas sebáceas e folículos. Mais frequência na adolescência, onde aparecem com clareza as espinhas e os cravos, a condição também pode acontecer na fase adulta, principalmente em mulheres.

Nos adolescentes, a acne clássica traduz em oleosidade na pele, cravos e as espinhas, tanto as mais fechadas quanto as inflamadas e amarelas – fáceis de serem identificadas.

Entre os adultos, as lesões da acne são maiores, aparecendo principalmente na região do queixo, mandíbula, peito e costas. A pele não é tão oleosa quanto na adolescência, e há fatores hormonais associados. Por isso o tratamento tende a ser mais difícil.

“A maior parte dos remédios foca na espinha dos adolescentes, que se voltam ao controle da oleosidade. Na mulher adulta, a questão hormonal é fatorial, então são mais complexos”, explica a médica dermatologista.

Rosácea: condição sem cura

Ao contrário da acne, a rosácea é uma doença inflamatória crônica vascular, dos vasos da pele. Há fases de remissão e piora, e o paciente pode ficar meses sem apresentar sintomas e, então, surgem os surtos.

A condição não tem cura, mas há tratamentos tanto tópicos quanto orais que ajudam no controle dos sintomas. São diferentes as formas, variando entre o grau 1 (onde há apenas um vermelhidão da pele), grau 2 (vermelhidão com presença de pequenas bolas na pele, como nas bochechas e outras áreas diferentes da acne) a grau 3 (além dos sinais anteriores, há ainda um aumento no tamanho do nariz).

“Esse tipo de rosácea de grau 3 é mais comum em homens de origem europeia, onde o nariz aumenta. Tem bastante peso a questão genética, visto que a condição se apresenta principalmente em homens de origem da Europa”, explica a dermatologista. Para o surgimento e exacerbação dos sintomas, o estresse pode ser um fator significativo.

Dermatite seborreica

Embora a acne e rosácea sejam bem comuns, há outra condição – igualmente recorrente – que também pode confundir os pacientes.

A dermatite seborreica, caracterizada pela caspa, forma lesões que imitam pequenas espinhas e podem surgir nos cantos do nariz e nas sobrancelhas. O tratamento é feito com loções próprias para a caspa.

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