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Água da torneira ou água mineral: qual a melhor para beber?

Água da torneira tem mais flúor e ajuda os dentes, mas a água mineral tem outros nutrientes benéficos para a saúde

Tanto a água mineral quanto a água de torneira podem trazer problemas se a fonte não for confiável. Foto: Bigstock

Entre beber a água da torneira ou preferir a água mineral vendida em garrafinhas, não há opção que seja a mais saudável. Ambas trazem benefícios, a começar pela hidratação. Porém as duas opções  exigem cuidados. Comprar a água mineral de fontes não confiáveis pode levar a gastroenterites, assim como tomar a água de torneira cuja caixa d’água não esteja bem limpa também pode causar problemas para a saúde.

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A água que chega aos encanamentos das casas no Paraná é considerada bastante segura, conforme explica a médica infectologista Thatiane Nakadomari, que atua no ambulatório do hospital São Vicente, em Curitiba. O problema estaria na conservação dos encanamentos e na frequência da limpeza da caixa d’água (que deveria ocorrer a cada seis meses, em média). E isso vale para qualquer região do país.

“Se estiver limpa, a água é confiável e pode ser tomada sem medo de micro-organismos. Além disso, a água [da torneira] contém a presença de cloro e flúor. Mas se a caixa d’água não estiver bem limpa, pode ter a presença de bactérias e protozoários, como a giárdia, ou algum animal morto. Qualquer coisa errada vai acabar por contaminar a água”, explica a infectologista.

Em caso de dúvida da limpeza da caixa d’água, ou da origem, a solução é direta e simples: ferva as água e passe pelo filtro.

“Se você ferver por 15 minutos, deixar esfriar e então beber, não tem problema. Mas se a água for usada para consumo imediato, seja para beber ou lavar uma fruta ou verdura, vai haver contaminação”, reforça a médica. Em geral, nesses casos, as infecções mais comuns são as gastroenterites, com sinais de diarreia e mal estar.

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Flúor: vantagem da água da torneira

Quem consome apenas água mineral pode não estar ingerindo a quantidade suficiente de flúor, o que pode gerar danos aos dentes. Mineral presente na natureza e nas águas de torneira, o flúor ajuda na prevenção de cáries e começou a ser acrescentado à água de abastecimento público como medida para melhorar a saúde bucal da população, há 70 anos. Por isso que, em cidades onde há um tratamento adequado, a indicação médica tem sido mais propensa à água de torneira.

Quem consome apenas água mineral pode não estar ingerindo a quantidade suficiente de flúor. Foto: Bigstock.

Além de endurecer o esmalte dos dentes já existentes, o flúor ajuda a proteger os que ainda vão nascer nas crianças. Beber água e usar creme dental com flúor é suficiente para reduzir o risco de cáries em adultos e em crianças.

O excesso desse mineral, porém, pode ocasionar problemas como a fluorose dental, gerando manchas brancas permanentes nos dentes.

“É confirmada uma redução cima de 50% de cárie quando o flúor é usado na água de abastecimento. Claro que o uso deve ser controlado para trazer benefícios. O flúor como elemento químico pode trazer efeitos negativos se utilizado da maneira errada. É um medicamento que deve ter a indicação e a dosagem respeitados,” explica Eduardo Karam, dentista especialista e mestre em odontopediatria, doutor em estomatologia, e professor da PUCPR.

Água da torneira x água mineral: benefícios e cuidados

Água da torneira é enriquecida com flúor, mas água mineral tem mais nutrientes. (Foto: Pixabay)

Água de garrafinha

Extraída da natureza, a água que é embalada em garrafas passa por um controle de qualidade rigoroso, visto que é produzida quase que exclusivamente para o consumo humano. A composição desse produto, porém, contém uma quantidade às vezes maior de sais minerais, o que pode gerar uma preocupação (nem sempre necessária) entre pessoas com problemas nos rins ou hipertensão.

“A água mineral não vai causar nenhum desequilíbrio no sentido de restringir o consumo. Inclusive, às pessoas com problemas renais, como cálculo ou insuficiência renal, é recomendado que tomem água, não só pura, mas em forma de sucos, chás, etc. A água é bem-vinda de qualquer forma”, explica Ricardo Benvenutti, médico nefrologista do hospital VITA, em Curitiba. 

O hidrogeólogo e presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam), Carlos Alberto Lancia, lista uma série de vantagens da água mineral em relação à água da torneira. Entre elas, a pureza e a presença de cálcio, minerais e nutrientes benéficos para a saúde.

O magnésio presente na água mineral pode retardar o envelhecimento molecular e provoca efeito calmante no sistema nervoso. E durante a filtragem natural pelas rochas, antes de chegar à fonte onde é coletada, a água absorve o cálcio da pedra dolomita indicado para prevenção de osteoporose.

Dos cuidados à saúde que esse tipo de produto exige, a médica infectologista Thatiane Nakadomari explica que se o produto não estiver bem lacrado, a origem da água pode ser questionada. “Sempre comprar em um lugar confiável e checar pelo lacre. Às vezes as pessoas fazem o reenvase da água e usam uma água que não é mineral”, diz.

Risco de água parada

Caso a água na garrafinha já tenha sido aberta em outro momento e tenha ficado parada em cima de uma mesa, no carro fechado ou em qualquer local por mais de um dia, não beba!

Ao optar pela garrafinha de água mineral, verifique a procedência e se o lacre está bem vedado. Caso contrário, o conteúdo pode ter sido modificado. Foto: Bigstock

“Nunca tome a água parada. O bico da garrafinha pode ter sido manipulado por outra pessoa, ou mesmo o contato com a boca da própria pessoa pode favorecer uma manifestação microbiológica ali. Se passou do dia, não é mais recomendável fazer uso daquela água”, alerta a médica infectologista.

Conforme lembra Ricardo Benvenutti, médico nefrologista, a mesma orientação é direcionada às garrafinhas que desenvolveram o limo ou estejam com a água turva. “Em escritórios é comum o uso de filtros, garrafões de água, que às vezes formam limo. A limpeza deve ser sempre adequada, até da estrutura do filtro”, explica.

Filtro ou purificador?

Mesmo com a limpeza da caixa de água, nada garante que não haja acúmulos de resíduos nos encanamentos residenciais e comerciais, principalmente em construções antigas. Logo um filtro pode garantir a pureza da água.

Os filtros possuem uma mecânica simples de limpeza da água, utilizam velas que barram impurezas, mas não retiram o cloro nem bactérias, por isso são indicados em cidades onde há sistema eficaz de tratamento. Podem ser encontrados em estrutura plástica ou de barro e têm um preço mais acessível do que o purificador.

O que determina a eficiência do filtro é a qualidade da vela e existem basicamente três tipos:

  • Tradicional, feito de cerâmica microporosa – filtra e retém as partículas sólidas presentes na água, como terra e areia, deixando-a cristalina.
  • Declorante ou Dupla Ação – É uma vela com interior de carvão ativado que retira impurezas, o cloro da água e outros gostos e sabores que ela possa apresentar.
  • Esterilizante ou Tripla Ação – Além de retirar o cloro, também esteriliza a água. Isso é possível por causa de um revestimento de prata aplicado na parte interna da vela junto com o carvão ativado. Reduz a presença de germes e bactérias prejudiciais à saúde.

Para que os filtros tenham maior durabilidade é também preciso que a caixa de água passe por limpezas periódicas. Além disso, a vela também precisa ser higienizada constantemente e a sua troca deve ser feita toda vez que apresentar aparência amarelada.

Purificador de água

Os purificadores de água são produtos mais completos que conseguem eliminar sedimentos, bactérias, sais e cloro. Mas há níveis de limpeza diferentes nos purificadores variando no básico até o intenso. Alguns precisam estar ligados na tomada e oferecem água gelada. O  Inmetro fez testes em purificadores das principais marcas vendidas no mercado e disponibiliza uma avaliação de cada tipo e sua eficiência.

Entre as vantagens de filtros e purificadores estão a comodidade de não precisar trocar os galões de água mineral e a questão ecológica de reduzir o uso excessivo de plástico. Apesar de serem retornáveis, os galões usados por distribuidoras de água têm um tempo de vida útil e depois precisam ser descartados ou encaminhados para reciclagem. A desvantagem é que o purificador precisa de assistência técnica especializada para manutenção e troca do filtro interno. Já as velas do filtro comum estão à venda em supermercados e são fáceis de trocar.

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