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As novas armas da odontologia para harmonizar a face; e seus preços!

Para ter o melhor sorriso não basta olhar apenas para os dentes. Técnicas de harmonização facial e procedimentos estéticos são as novas “armas” dentro dos consultórios odontológicos

O grande filão dos procedimentos odontológicos estéticos concentra-se justamente em pessoas que já usaram aparelhos ortodônticos, obtiveram sucesso ao eliminar problemas técnicos como mordida cruzada e que agora querem a perfeição de um sorriso simétrico. Foto: Bigstock.O grande filão dos procedimentos odontológicos estéticos concentra-se justamente em pessoas que já usaram aparelhos ortodônticos, obtiveram sucesso ao eliminar problemas técnicos como mordida cruzada e que agora querem a perfeição de um sorriso simétrico. Foto: Bigstock.

Em tempos de redes sociais e selfies, não tem quem não se preocupe em ter um sorriso bonito e dentes alinhados.

Os tratamentos tradicionais, como limpeza e clareamento, e os cuidados básicos, como não fumar e diminuir o cafezinho, ganharam um forte aliado.

A área de dentística (ou odontologia estética), ramo da odontologia que olha o sorriso como o elemento central da beleza, mira na harmonização facial e oferece novos e inovadores procedimentos. Tudo para conseguir o sorriso perfeito.

“Eu sou outra pessoa, minha autoestima mudou totalmente”, diz Mara Ferreira, de 48 anos. Estava me sentindo uma idosa e agora eu amo tirar fotos”, lembra a empresária, que passou por mais de 15 procedimentos em um ano.

Engana-se quem imagina que esse número está ligado a um extenuante processo com aparelhos ortodônticos. O que Mara fez engloba desde preenchimento labial até renovação celular da pele.

“O que eu mais gosto na harmonização orofacial é que é algo muito sutil, vamos mudando aos poucos. As pessoas me encontram, perguntam o que eu estou fazendo, mas não sabem dizer exatamente qual aspecto do meu rosto mudou. Ainda sou eu”, diz ela.

Estética para dentistas

O rico mercado da dentística nunca esteve tão em alta. Isto porque após anos de entraves judiciais com as classes médicas, o Conselho Federal de Odontologia publicou, em fevereiro, uma resolução liberando a atuação estética por esses profissionais e aplicação de produtos que antes só eram vistos em clínicas especializadas.

“Hoje, cerca de 40% dos materiais preenchedores, como o ácido hialurônico, são consumidos por odontólogos”, explica Marcelo Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), entidade que há 25 anos divulga este mercado. “O Brasil é destaque na América Latina e está entre as três sociedades de odontologia estética mais atuantes no mundo”, pontua o profissional.

“Passamos toda a faculdade estudando a anatomia do pescoço e do rosto. Entende-se que as técnicas estéticas estão englobadas nisto”, explica a dentista Jessica Rivera de Melo.

Ela ressalta que os pacientes vão até o consultório de um dentista para cuidar da saúde bucal e em busca de um sorriso bonito e que, depois, procuram por técnicas estéticas.

O grande filão destes procedimentos concentra-se justamente em pessoas que já usaram aparelhos ortodônticos, obtiveram sucesso ao eliminar problemas técnicos como mordida cruzada e que agora querem a perfeição de um sorriso simétrico. No pacote, no entanto, está incluído muito mais do que somente a arcada dentária.

A analista logística Flávia Cristina da Silva, 28 anos, ficou surpresa ao descobrir que além do aparelho poderia igualar o tamanho dos dentes e fechar o espaçamento entre eles, usando resina.

“Usei aparelho fixo por cinco anos e não ficou exatamente como eu gostaria. Há dois meses procurei pelo recontorno com resina, porque além de juntar, aumentou os meus dentes, algo que me incomodava muito”, conta. Ela também recorreu a uma gengivoplastia, um procedimento de recorte do excesso de gengiva. “Fiquei supersatisfeita com o resultado, faria tudo de novo”, comemora.

Para a especialista em harmonização orofacial, Jéssica Martins Lopes Moura, a busca pela melhora da autoestima influencia diretamente na forma como as pessoas se relacionam.

“Nós, dentistas, fazíamos um clareamento, alinhamento, mas sempre ficava faltando um acabamento de um lábio mais volumoso, a atenuação de alguma rugazinha. Dessa forma, conseguimos atuar em todo o conjunto”, explica.

E esse conjunto precisa estar milimetricamente harmônico. Nada de “olhômetro”. Os profissionais da área chegam a recorrer à softwares que “entendem” matematicamente quais alterações precisam ser feitas para que o rosto entre em equilíbrio, oferecendo uma amostra de como os procedimentos ficarão e possibilitando que o profissional entregue um orçamento detalhado de todas as transições propostas.

“Muito se fala em triângulo da beleza, uma linha que liga as duas maçãs do rosto com a ponta do queixo. Para mim nós temos uma pirâmide, onde a boca é a protagonista”, diz o presidente da SBOE, Marcelo Fonseca.

Redes sociais ajudam a explicar mercado

Ninguém quer sair mal na foto. Nunca se tirou tantas fotos como hoje. Mais do que a possibilidade de um dentista poder aplicar anestesia local e reduzir a dor de procedimentos estéticos na região da face, o que tem impulsionado o mercado da dentística é a imagem pessoal.

“Vemos muito a associação que as pessoas fazem do sorriso com o fato de ser alguém bem sucedido”, explica a dentista Jessica Rivera. “Algumas pesquisas já chegaram a apontar que alguém com um sorriso claro, alinhado e com as gengivas rosadas tem, inclusive, mais chance de ser promovido no trabalho do que alguém que não tem”, detalha.

O empresário T.O., de 30 anos, explica que foi por causa das fotografias que passou a se incomodar com o seu antigo sorriso. Tímido, ele fez primeiro o tratamento com aparelho ortodôntico convencional. Não satisfeito, procurou facetas de porcelana, conhecidas como lentes de contato para os dentes. Elas modelam e dão forma.

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“Antigamente bastava que os dentes não fossem tortos, hoje, com as fotos e até presencialmente, o sorriso está muito em evidência”, comenta.

“A minha busca foi tentar chegar à uma perfeição do sorriso, ter mais liberdade para rir. Hoje, se alguém repara nos meus dentes, é somente para elogiar”, conta.

Procedimentos mais populares:

Dentro dos consultórios curitibanos o que não faltam são profissionais e pacientes interessados nas inovações na área. O Viver Bem lista quais são as intervenções mais modernas e populares, bem como o preço médio de mercado, de cada uma delas. Confira!

O tradicional, que não sai de moda
Primeira parada de qualquer iniciante, os aparelhos ortodônticos foram repaginados. A intenção é uma só: passarem desapercebidos. Nada de sorriso metálico.

O que o mercado pode oferecer são aparelhos de porcelana ou cerâmica – que ficam camuflados imitando a cor dos dentes – ou até mesmo placas plásticas invisíveis, que prometem alinhar o sorriso de forma muito mais discreta e acabar com incômodos como cortes internos, além de reduzir a dor do tratamento.

Tudo isso, no entanto, tem um preço. Os bráquetes de safira, por exemplo, feitos de cerâmica monocristalina, custam em média cinco vezes mais do que o metálico tradicional. Já para fazer um tratamento completo com os alinhadores transparentes, os pacientes podem desembolsar até R$ 10 mil.

O queridinho
O mais popular entre todos os tratamentos estéticos orais, o clareamento é considerado quase uma parada obrigatória no trajeto até o sorriso perfeito. “Eu costumo brincar que, no final do ano, o que mais aparecem são pacientes querendo ir para a virada do ano com roupa e dentes brancos”, brinca a doutora Jessica Rivera.

Odontologia estética está em alta e com preços mais atrativos. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo.

Odontologia estética está em alta e com preços mais atrativos. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo.

Nas versões caseira ou em clínica, o clareamento tem durabilidade média de um a três anos. Se for feito em casa, os resultados são mais duradouros. “No entanto, nessa modalidade é necessário contar com a disciplina do paciente. O procedimento dura em média três semanas e é preciso usar uma moldeira, uma hora por dia, com o produto clareador”, explica a dentista. “O ideal é combinar a duas técnicas, para que o resultado seja sentido mais rápido”.

Com preços de mercado que costumam girar entre R$ 400 e R$ 2 mil, a técnica não recebeu grande inovação nos últimos anos. O que mudou, no entanto foi o gosto dos interessados. A máxima “quanto mais branco, melhor”, nunca foi tão verdadeira.

“Nos anos 1980, o brasileiro abominava a estética dos dentes muito brancos, bem americanizado. Era considerado artificial. De lá para cá, há uma universalização do conceito de beleza, trazido pela globalização”, explica o presidente da SBOE, Marcelo Fonseca. “O branco transmite a ideia de jovialidade, limpeza e traz poder de atração ao sorriso”, arremata.

A tendência do ultra branqueamento é tão forte, que nos últimos anos escalas de cores clássicas, como a Vita, por exemplo– usadas pelos dentistas para demonstrar aos pacientes até qual tonalidade era possível chegar — precisaram adicionar ao menos outros três níveis de clareamento, as chamadas “cores zero”.

O risco, além de parecer artificial nas fotografias, é causar um desgaste tão grande no esmalte dos dentes a ponto de ter como efeito sensibilidade ou até mesmo retração gengival.

Lentes de contato mudam a forma dos dentes

Outra moderna forma de cobrir manchas nos dentes é o uso de facetas ou “lentes de contato”.

Consideradas pequenas joias, as finas lâminas são vendidas em estojos devido à delicadeza de sua composição.

As facetas de porcelana são colocadas em cima dos dentes e cimentadas, possibilitando dar outro formato, cobrir espaços, lascas, imperfeições e uniformizar o sorriso.

“É como se colocássemos um copo dentro do outro ou uma lâmina de vidro molhada em cima de uma superfície plana”, explica a dentista Samara Perazzoli Bariviera, especializada em dentística e próteses.

“Fica muito resistente e durará por anos”, diz. Mais moderna do que o recontorno de dentes clássico, usando resinas, as lentes de contato podem custar de R$ 1 mil a R$ 4 mil, cada dente modelado. “É um trabalho duradouro, que necessita de um desgaste muito pequeno do dente para fixação”, fala a profissional. “No caso das resinas é necessário um polimento semestral para que a durabilidade seja alta”, explica.

Pequenas cirurgias também compõem o sorriso
Reduzir o tamanho das gengivas? E que tal mexer na gordura das bochechas? Consideradas mais invasivas, essas pequenas cirurgias também estão sendo realizadas em consultórios odontológicos, como uma forma de completar o equilíbrio orofacial.

“Se o paciente tem uma gengiva que cobre uma porção importante da coroa clínica, recomendamos a retirada de parte deste tecido para se ter um sorriso mais anatômico”, explica a doutora Samara Bariviera.

“É um procedimento simples e que pode ser feito dentro do consultório. No entanto, é necessário prestar atenção no profissional que está realizando. Se não for bem treinado, uma porção indevida da gengiva pode ser retirada, causando sensibilidade nos dentes”, alerta.

Ainda com o bisturi em mãos, um procedimento mais invasivo, porém popular, é a bichectomia. Trata-se da remoção parcial do tecido adiposo da gordura bucal.

Desembolsando valores entre R$ 1,5 mil a R$ 3 mil, os pacientes procuram a técnica buscando afinar o rosto, diminuindo as bochechas. A intervenção representa uma mudança mais perceptível na composição facial.

“Não se trata de uma gordura de sustentação facial. A bola de Bichat, como é chamado esse tecido, é formada quando bebês para aumentar o poder de sucção do leite materno”, explica a dentista Jéssica Martins Lopes Moura. “A indicação é principalmente para as pessoas que mordiscam a bochecha por dentro”, explica.

Além de orientar pacientes sobre as mudanças que esta remoção pode trazer para a face, a especialista explica que a bichectomia pode acentuar rugas e flacidez, em pacientes que já tenham essa característica prévia.

Também executado por dentistas, o microagulhamento é realizado com anestesia local. A carretilha feita de pequenas agulhas é passada no rosto do paciente para estimular a renovação celular.

Pele e músculos também compõem o tratamento
A toxina botulínica já era uma velha aliada dos dentistas. Usado para tratar dores de cabeça e bruxismo, as aplicações de Botox em consultório acabaram abrindo o mercado da beleza para estes profissionais.

Para levantar o sorriso e amenizar rugas, as injeções que paralisam a musculatura, são a principal arma quando o assunto é trazer jovialidade para o rosto. “Essa descontração dos músculos dá um aspecto mais liso para a pele”, explica a doutora Jéssica Martins. “É um procedimento que precisa ser refeito, em geral, entre dois e seis meses”, diz ela.

Entretanto, somente paralisar alguns pontos de expressão não é o suficiente. A matemática da beleza mostra que há ciência por trás de cada detalhe. Preencher os lábios, projetar o maxilar, levantar as maçãs do rosto fazem parte da conta milimétrica que determina se o seu sorriso está ou não em equilíbrio.

Essa técnica, conhecida no mercado como MD Codes (Códigos Médicos) usa o ácido hialurônico sintético para hidratar e dar volume. “São como pequenas esferas de sagu”, resume a especialista em harmonização orofacial.

“O preenchimento do bigode chinês, ou o código de barras no lábio superior, arqueamento de sobrancelhas, amenização da olheira, e aumentar o volume dos lábios são alguns aspectos que podem ser melhorados com as técnicas de preenchimento”, explica.

Conhecido por ser um procedimento dolorido, a aplicação de ácido hialurônico representa uma importante fatia dos procedimentos feitos por dentistas, graças a possibilidade desses profissionais poderem anestesiar os pacientes antes de injetar e moldar as pequenas esferas no rosto.

Cada seringa de ácido custa em torno de R$ 1,5 mil e tem durabilidade de 6 a 18 meses, dependendo da região a ser preenchida.

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