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Saúde e Bem-Estar

Bebê nasce com mecha branca no cabelo e faz sucesso nas redes sociais; Conheça a condição

A bebê Mayah, nascida no fim de novembro, chamou atenção nas redes sociais depois de a mãe postar uma foto do cabelo da recém-nascida

  • PorAmanda Milléo
  • 14/12/2018 13:49
Menina Mayah, nascida no fim de novembro, chegou ao mundo com uma característica especial: uma mecha na branca na franja (Foto: Reprodução Instagram)
Menina Mayah, nascida no fim de novembro, chegou ao mundo com uma característica especial: uma mecha na branca na franja (Foto: Reprodução Instagram) | Foto:

Mayah Aziz Oliveira nasceu com a cabeça repleta de cabelo e, bem na parte central da franja, uma mecha branca. Não foi surpresa para a mãe Talyta Youssef, que tem a mesma brancura nos fios [assim como o seu avô, uma tia e a sua mãe], mas as imagens da bebê recém-nascida postadas em um perfil no Instagram causaram comoção na internet.

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A mecha de fios brancos é explicada cientificamente pelo termo piebaldismo. Trata-se de uma condição genética que indica que as células que produzem a melanina, ou os melanócitos, não estão funcionando de forma eficaz naquela determinada área. Embora acometa com frequência os fios de cabelo (o apresentador e jornalista William Bonner tem a mesma característica), o piebaldismo também pode gerar manchas brancas em outras partes do corpo.

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Charmosinha da mamãe 💗 . 📸 @paulabeltrao_photography

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“Na vida embrionária, quando o bebê ainda está se formando, as células melanócitos são produzidos em uma estrutura chamada crista neural – como se fosse a medula do embrião. De lá, as células caminham até a pele, onde amadurecem. No piebaldismo, há dois possíveis defeitos: ou as células não fazem essa migração ou elas chegam na pele, mas não amadurecem. Qualquer um dos dois resulta nessa pele sem o pigmento”, explica Bernardo Gontijo, médico dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Sem cura, o piebaldismo não tem um tratamento específico, embora as manchas brancas pelo corpo exijam atenção redobrada no cuidado contra os raios solares, pois têm um risco maior no desenvolvimento de câncer de pele. Para esses casos, é possível estimular a pigmentação da pele através do uso da fototerapia.

1 em cada 20 mil nascimentos nasce com a condição, de acordo com estudo publicado na revista científica Journal of Piegmentary Disorders. A mancha branca próxima à testa acontece em 80% dos casos.

Diferenças importantes

Por mais que seja uma condição de pele, o piebaldismo se diferencia de outras doenças dermatológicas por alguns pontos:

  • Histórico familiar. Em geral, quem apresenta piebaldismo normalmente tem outros familiares próximos com a mesma condição – embora não seja uma regra.
  • Sinais são vistos logo ao nascer. O piebaldismo não aparece ao longo da vida. Se a pessoa tiver a disfunção nas células que produzem a melanina, as manchas brancas (inclusive no cabelo) estão presentes tão logo a pessoa nasça. Com isso, se diferencia do vitiligo, que tende a aparecer com o desenvolvimento da criança e raramente é uma doença congênita.
  • Mesma quantidade e tamanho. As manchas brancas no piebaldismo serão as mesmas do nascer ao morrer. Elas não crescem e nem surgem durante a vida – outro ponto no qual se diferencia do vitiligo, em que as manchas aumentam com o passar do tempo.

“No piebaldismo, geralmente a pessoa tem uma história familiar. Mas pode ser que seja uma mutação e ser um caso isolado na família. É possível repigmentar, principalmente as manchas na pele. No cabelo é mais difícil”, explica Fabiane Brenner, médica dermatologista do Hospital das Clínicas (HC/UFPR) e da clínica Cepelle, e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Além disso, pessoas com piebaldismo tendem a não ter nenhuma outra condição associada – ao contrário de outra doença de pele, a síndrome de Waardenburg. “As lesões são semelhantes ao piebaldismo, mas na síndrome a pessoa também tem surdez e heterocromia da íris, ou olhos com diferentes cores”, reforça Bernardo Gontijo, médico dermatologista, que também é professor do curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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