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Saúde e Bem-Estar

Bolsonaro alarma população para dado sobre câncer: “temos mil amputações de pênis por ano”

O número, embora alarmante, é coerente com a realidade brasileira, onde a doença representa 2% das neoplasias masculinas

  • PorAmanda Milléo
  • 25/04/2019 17:20
Presidente Bolsonaro alertou a população brasileira para um dado assustador da saúde pública masculina (Foto: Mauro Pimentel / AFP)
Presidente Bolsonaro alertou a população brasileira para um dado assustador da saúde pública masculina (Foto: Mauro Pimentel / AFP)| Foto: AFP

O presidente Jair Bolsonaro alertou a população brasileira para um dado acerca da saúde masculina: haveria cerca de mil amputações de pênis, por ano, pela falta de higiene adequada do órgão. O número, embora assuste, é coerente, conforme dados de 2015 divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia.

“Uma coisa muito importante, para complementar aqui o ministro. Dia a dia, a gente vai ficando velho e vai aprendendo as coisas, né? Eu tomei conhecimento uma vez que certos homens, ao ir para o banheiro, eles só ocupavam o banheiro para fazer o número 1 (urinar) no reservado. O que é que acontece com esse cara? Eu sabia e aos poucos vou tomando conhecimento, e estive conversando com profissionais da saúde, no meio militar a gente ensina a escovar os dentes e, ao garoto que presta serviço militar obrigatório, também outras coisas. E deu um dado alarmante, quando se fala em higiene: no Brasil, ainda, nós temos por ano mil amputações de pênis por falta de água e sabão“, disse Bolsonaro, durante uma visita ao Ministério da Educação. 

A amputação (ou ressecção) do pênis pode ocorrer como parte do tratamento do câncer de pênis, tanto de forma parcial (atingindo parte do corpo do pênis ou do prepúcio) ou total. A incidência dessa doença é considerada rara pelos especialistas e pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), chegando a um total de 2% das neoplasias masculinas.

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“É um câncer raro, de 2% de incidência, e que pode estar relacionado a alguns fatores, mas principalmente a falta de higiene, e comportamento de risco, que seria evitada pela prevenção de DST’s (doenças sexualmente transmissíveis). No Brasil, a incidência mais alta é em estados do Norte e Nordeste”, explica Antonio Brunetto Neto, médico urologista do hospital São Vicente, preceptor de uro-oncologia do mesmo hospital.

Quando diagnosticado no início, o tratamento do câncer de pênis pode ser feito através de medicação. No entanto, o receio comum dos homens em buscar por atendimento médico com frequência aumenta o risco de a doença ser diagnosticada em um estado mais avançado — onde o tratamento mais indicado vai da amputação parcial à total.

“Há vários graus de tratamento. Podemos tratar lesões iniciais, pré-cancerígenas, com medicação. E quando ela progride, é possível ressecar só a lesão, mantendo a função peniana, ou em casos mais avançados, ressecar parte do corpo ou da glande peniana. Em casos extremos, com o avanço da doença, a ressecção total do órgão”, explica o médico especialista. 

Fator de risco: falta de limpeza

Não há relação genética para o surgimento do câncer de pênis, conforme explica Jônatas Luiz Pereira, médico urologista, especialista em uro-oncologia do hospital Erasto Gaertner, mas um grande fator ambiental, especialmente relacionado à limpeza.

Uma vez exposto ao risco, o homem precisa ficar atento a alguns sinais importantes que podem indicar a neoplasia, como o surgimento de feridas crônicas no pênis.

“Uma ferida crônica que não cicatriza, que eventualmente pode crescer, desenvolver pelo pênis mesmo. Dependendo do estágio da doença, da fase em que se encontra, o tratamento vai ser cirúrgico. Há tratamento radioativo, que seria um tratamento mais conservador do órgão, mas existem os mais avançados, como a penectomia (amputação) total ou parcial”, reforça Pereira.

Em outros países, a maior incidência da neoplasia está na Índia, conforme dados da SBU, com 3,32 casos para cada 100 mil habitantes. A menor incidência está entre os judeus nascidos em Israel — os homens circuncidados têm risco menor de desenvolver a doença, visto que não há prepúcio para armazenar sujeiras.

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