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Como acontece a dor no ciático e o que deve ser feito para aliviá-la

Tratamento pode ser feito com medicação e fisioterapia, mas em alguns casos há a necessidade de cirurgia

De um movimento simples, como se abaixar para amarrar um cadarço, à predisposição genética, vários podem ser os fatores que originam a dor no nervo ciático, uma das queixas mais comuns em prontos-socorros e consultórios ortopédicos.

Maior nervo do corpo humano e responsável por dar movimento e sensibilidade às pernas, o ciático é composto por raízes nervosas que saem da coluna lombar e se fundem, passando por trás dos glúteos e coxas, com destino aos pés. Cada perna tem um ciático.

A dor, chamada de “ciática” ou “ciatalgia”, ocasiona-se por uma irritação do nervo.

Segundo o ortopedista especializado em coluna Antonio Krieger, muitos pacientes que chegam aos consultórios com dores na perna, na região da coxa ou dos glúteos já fizeram exames nessas regiões e não encontraram nada.

O motivo é que o incômodo se origina no começo do nervo, na coluna lombar, e não em seu trajeto, já que o nervo é como um fio elétrico, que envia impulsos.

Junto com lesões e fraturas pélvicas, a hérnia de disco lombar é uma das principais causas da dor ciática.

A hérnia é o vazamento da cartilagem de um ou mais discos da coluna, que acaba por irritar e esmagar as raízes que formam o ciático.

Entre os fatores que levam ao desgaste precoce do disco estão a predisposição genética, traumas de um acidente, esforços físicos abruptos ou intensos e hábitos como o tabagismo e o sedentarismo.

Até movimentos simples em um disco que já está gasto podem desencadear uma crise de hérnia, como se abaixar para amarrar os cadarços.

Pessoas mais propensas a ter dor ciática

Krieger explica que há grupos de pessoas que apresentam uma maior propensão a ter ciática. De acordo com o médico, a ciatalgia é comum em pessoas sedentárias, ainda que dentro do peso considerado ideal.

“Um paciente que faz atividade física regular, mesmo acima do peso, tem muito menos chances de ter dor do que um paciente magro sedentário. Tudo depende de quanto músculo e da qualidade dele que a pessoa tem para se proteger”, afirma.

Fumantes também estão incluídos, uma vez que o tabaco acelera a degeneração dos discos intervertebrais, bem como pessoas que trabalham com algum tipo de vibração continuada, como operadores de britadeiras e motoristas de caminhão.

É comum ainda que gestantes relatem sentir dor no nervo ciático. Isso ocorre devido ao aumento rápido de peso nas grávidas e a “jogada” de barriga para frente, que acaba por empurrar as costas para trás.

Tratamento

De acordo com o ortopedista, o tratamento é completamente conservador – isto é, não operatório – para, aproximadamente, 85% dos pacientes com ciática.

Isso quer dizer que medicação e fisioterapia, para trabalhar o relaxamento da musculatura, dão conta do recado. Repouso relativo também é recomendado.

“A ideia não é que o paciente fique acamado, mas sim que evite um esforço físico intenso”, esclarece Krieger.

Há casos, porém, em que a cirurgia se mostra necessária. Pacientes que já fizeram alguns meses de tratamento conservador e não apresentaram uma evolução favorável precisam se submeter à operação.

A cirurgia também é recomendada para quadros mais graves, quando o paciente não suporta a dor mesmo quando medicado ou apresenta perda de força nas pernas e até dificuldade para caminhar.

A cirurgia consiste, basicamente, na retirada da hérnia e na descompressão do nervo. E, segundo o médico, existem técnicas que tornam a operação bastante simples.

“Antigamente, a cirurgia de coluna era vista como uma ‘condenação’ para o paciente, pois eram muito arriscadas. Hoje, é possível realizá-la fazendo apenas um furinho na pele, com o auxílio de vídeo. Nesses casos, a anestesia é local e o paciente pode ir para casa no mesmo dia”.

Os tratamentos considerados “alternativos”, como ioga, pilates e exercícios funcionais, são excelentes para evitar futuras dores. Krieger alerta, porém, que não devem ser realizados durante as crises.

“Nesses casos, a dor pode se intensificar. Eles são muitos bons para fortalecer a musculatura, corrigir a postura e evitar novas crises”, explica.

Já a acupuntura, que hoje é uma especialidade médica reconhecida pela Associação Médica Brasileira, é “excelente como auxiliar no tratamento da crise”, nas palavras de Krieger.

Como prevenir?

De maneira geral, a prevenção se dá pela prática de exercícios físicos, da natação ao crossfit.

“Todo mundo deveria fazer exercício. Deveria fazer parte da nossa rotina assim como escovar os dentes”, opina Krieger.

Tudo porque os exercícios ajudam no desenvolvimento de uma musculatura de maior qualidade, que protege a coluna.

Alimentação saudável, ergonomia – otimização das condições de trabalho –, controle do peso, boa postura e sono de tempo adequado e com posição correta também são fundamentais para evitar a ciática.

Colaborou: Mariana Balan.

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