Páscoa à vista: acerte no peixe e evite o risco de contaminação

Nesta Semana Santa, confira os peixes “proibidos”, por risco de contaminação, e proteja a saúde da sua família

Como escolher um peixe fresco para a Semana Santa?Confira os sinais para escolher um peixe fresco para a Semana Santa (Foto: Bigstock)

Com a chegada da Semana Santa, aumenta a procura por peixes em feiras, peixarias e supermercados no Brasil. Afinal, eles serão os pratos principais da próxima sexta-feira (19). Mas circulam também as fake news envolvendo esse alimento, como os “tipos de peixe que deveriam ser proibidos”.

Os argumentos usados pelos disseminadores de informações falsas vão desde a presença de substâncias nocivas à saúde, como mercúrio, nos peixes; a água contaminada dos oceanos. Embora pareçam convincentes, são argumentos errados.

Verdade ou mentira

Confira abaixo cada uma das fake news envolvendo os peixes, conforme orientações de Marly Ranthum, farmacêutica bioquímica aposentada da Vigilância Sanitária do Paraná.

Bagre e hormônios

O bagre é um peixe criado em tanque e, de fato, recebe rações que contêm hormônio. Mas isso não significa que seja um alimento contaminado — afirmação que pode ser feita apenas depois de uma análise.

Enguia, cavalinha, peixe-batata, badejo e atum versus contaminação por mercúrio

Não existe essa relação. Sempre que há algum boato nesse sentido, as pessoas devem ficar atentas se há resultado de análise do peixe divulgado. Caso contrário, não confie na fake news.

Tilápia e a quantidade de gordura

(Foto: Bigstock)

A tilápia não é um peixe considerado gorduroso. Muito pelo contrário. É um dos alimentos, inclusive, indicados ao combate do estresse.

Peixe panga e pâmpano manteiga de água contaminada

Da mesma forma que a relação com hormônios ou com mercúrio, a contaminação do peixe depende do local onde é criado ou pescado e exige, sempre, análises que comprovem as afirmações.

Cuidado com o peixe cru!

É importante lembrar, no entanto, que peixes consumidos crus precisam de um cuidado extra. Quanto mais peixe cru comemos, maior o risco de desenvolver infecções causadas por um pescado infectado. Como, por exemplo, o salmão, que pode desencadear a chamada “tênia do peixe” ou a difilobotríase.

Para evitar a contaminação, o procedimento mais adequado e que funciona sempre é congelar o peixe – caso o objetivo seja o consumo cru do mesmo. Caso o peixe seja assado ou frito, não há risco de contaminação.

Repense o consumo cru dos seguintes peixes e crustáceos, pois eles podem desencadear as doenças a seguir: Tainha (Fagicolose), Salmão (Difilobotríase), Linguado Chinês (Clonorquíase), Arenque (Anasaquíase), Bacalhau (Pseudoterranovíase), Cacharas, tipo de Pintado (Contracequíase), Lagosta, rã, caranguejo e peixes de água doce (gnatostomíase), Peixes de água doce (Capilaríase), Catfish, Mirabaia, Perca (Eustrongilidíase) e Chub (Dioctofimose).

Sinais de bom peixe

Algumas dicas são clássicas na hora da compra do peixe, mas vale a pena reforçar:

Brilhante? Fique de olho se o peixe está com as escamas brilhantes. Se estiver opaca, descarte.

Escamas firmes? As escamas também devem estar firmes ao corpo do animal. Caso você puxe uma delas e ela se soltar com muita facilidade, descarte.

Olhos. Os olhos dos peixes são os principais sinais de frescor: se estiverem brilhando, com cores vivas, trata-se de um animal fresco. Cinza ou esbranquiçados, descarte.

Brânquias. As brânquias ou guelras devem estar na cor vermelha. Rosadas ou em tons de cinza, descarte.

Cheirou mar? Embora todos os peixes tenham um cheiro forte, você saberá identificar um que lembra a maresia e um que indica tempo demais fora da água.

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