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Vacina contra febre amarela pode ser o futuro da prevenção contra o Zika vírus

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro perceberam que a vacina consegue prevenir contra a infecção pelo Zika em camundongos

Vacina contra febre amarela pode ter ação contra o Zika vírusPesquisadores brasileiros descobrem que vacina contra a febre amarela também pode ter ação contra o Zika vírus (Foto: Valdecir Galor/SMCS)

A busca por uma vacina que combata o vírus da Zika tem mobilizado pesquisadores do mundo todo. Em 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que as desordens neurológicas e as microcefalias associadas à infecção eram consideradas emergências de Saúde Pública de interesse internacional, e que as comunidades científicas deveriam priorizar pesquisas que levassem à prevenção contra o vírus.

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Diante do desafio, pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encontraram uma solução ainda mais prática. Como a estrutura biológica do vírus da Zika se assemelha a da vírus da febre amarela (por ser causado por micro-organismos da mesma família, os Flavivírus), os cientistas acreditaram que, talvez, a vacina contra um também favorecesse o combate ao outro — e eles estão, até o momento, certos.

“Apesar da limitação da vacina contra a febre amarela em induzir a produção de anticorpos e neutralizar as atividades contra o Zika vírus, nós percebemos que a imunização contra a febre amarela preveniu o comprometimento neurológico induzido pela inoculação intracerebral do vírus em adultos. Embora tenhamos usado duas doses da vacina no nosso protocolo, uma única dose se mostrou protetiva, reduzindo a carga viral no cérebro”, pontuam os pesquisadores no estudo, publicado no fim de março na plataforma digital BioRxiv.  

O estudo foi desenvolvido em camundongos e ainda deverá ser revisado por pares, para então ser publicado em periódicos científicos conhecidos, cujo trâmite pode ser demorado.

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Para se chegar aos resultados, os camundongos foram divididos em dois grupos: animais saudáveis e animais com a imunidade comprometida, que estariam mais susceptíveis à infecção pelo Zika. Dentro de ambos os grupos, uma parte dos camundongos recebeu a vacina contra a febre amarela, e outra parte recebeu uma solução salina. Em seguida, todos receberam injeções do vírus Zika nos cérebros, para simular a infecção com alta letalidade.

Do grupo que recebeu a vacina contra a febre amarela, os animais que eram mais susceptíveis ao desenvolvimento de uma infecção não morreram, e todos tiveram baixa carga viral no cérebro

Já entre o grupo que não recebeu a vacina, mas a solução salina, os animais susceptíveis morreram, enquanto os demais desenvolveram os sintomas do Zika vírus.

Sinais de Zika vírus

Identificado pela primeira vez no Brasil em 2015, o Zika é um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. Embora não traga sintomas para a maioria dos infectados, as pessoas em contato com a doença podem apresentar os seguintes sinais, de acordo com informações do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-manguinhos, da Fiocruz:

    • Dor de cabeça;
    • Febre baixa;
    • Dores leves nas articulações;
    • Manchas vermelhas na pele;
    • Coceira;
    • Vermelhidão nos olhos;
    • Inchaço no corpo;
    • Dor de garganta;
    • Tosse;
    • Vômitos.

Em geral, os sintomas tendem a desaparecer entre três a sete dias, mas as dores nas articulações podem permanecer por um mês.

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