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Saúde e Bem-Estar

Saiba como diferenciar uma crise convulsiva de um ataque epilético

Ter uma convulsão não está diretamente relacionado com a doença; estima-se que uma em cada 10 pessoas têm crises sem terem epilepsia

Crises de convulsão podem ocorrer em qualquer idade, mesmo a pessoa não tendo epilepsia. Foto: Bigstock.

Estima-se que um em cada 10 indivíduos possam sofrer uma convulsão sem ter epilepsia — por isso é importante ficar atento para alguns sinais que podem facilitar o diagnóstico. 

Segundo o , neuropediatra, professor do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e médico responsável pelo Serviço de Neurologia Pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, por definição, e isso vale para qualquer idade, a ocorrência de duas ou mais crises não provocadas (espontâneas) no período de 24 horas já pode caracterizar um quadro de epilepsia.

Com a primeira crise, o médico pode avaliar a potencialidade para ocorrer uma segunda, além de dar início a uma investigação completa do evento, amparada por exames diversos. 

A história familiar, o atraso no desenvolvimento, a identificação de outros problemas, uma imagem alterada (como o exame de eletroencefalograma, por exemplo), a presença de fatores de risco e a história de crises sem explicação aparente e crises provocadas, são elementos que colaboram para fechar um diagnóstico.

Mais exames

A causa, aliada às particularidades do fenômeno em si e à idade do paciente, também ajuda a determinar o prognóstico, que pode ser de fácil ou difícil controle. Nesse segundo caso, o médico pode lançar mão de painéis genéticos para estudar a epilepsia e reforçar ou eliminar suspeitas metabólicas e autoimunes.

Convulsão

Em 5% das convulsões, há vigência de febre. Isso é mais comum em crianças mais novas, com até um ano e meio de idade, e nas quais a temperatura ultrapassa os 37,5ºC. A convulsão febril também se caracteriza por uma descarga elétrica excessiva no cérebro (circunstancial ou não) e pode ser simples, quando não dura mais do que 15 minutos, cede espontaneamente e a criança fica bem; ou complicada ou complexa, quando demora mais do que 15 minutos (ou duas de curta duração, mas que acontecem seguidamente).

Tratamentos

As terapias para epilepsia são variadas. Geralmente, faz-se uma associação de medicações, mas tudo depende de variáveis individuais do paciente, da cronicicidade, da causa, da facilidade do manejo e do tipo e frequência da crise.

Na prática, de 15% a 20% dos pacientes se mostram farmacorresistentes, ou seja, não respondem satisfatoriamente às terapias medicamentosas. Nesses casos refratários, deve-se estudar se a criança é candidata a cirurgia, a dietas especiais, ao uso do Vagus Nerve Stimulation (VNS) – um estimulador elétrico a bateria de colocação subcutânea, que funciona como um marca-passo cardíaco, e ao uso de Canabidiol.

Como identificar

No caso de uma criança que nunca sofreu uma crise convulsiva, é importante saber identificar alterações motoras, contração de membros, olhos revirados, crises de ausência, estado diferente do normal, perda da consciência, língua roxa, dificuldade de resposta e enrijecimento corporal. Todos são sinais de convulsão e devem levar à assistência médica.

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