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Estudo comprovou que uso inadequado da mochila aumenta em  50% a possibilidade de ter dores nas costas e 42% o risco de desenvolver alguma patologia nessa região. Foto: Bigstock
Estudo comprovou que uso inadequado da mochila aumenta em 50% a possibilidade de ter dores nas costas e 42% o risco de desenvolver alguma patologia nessa região. Foto: Bigstock| Foto:

Elas enchem os olhos das crianças na volta às aulas, mas também deveriam chamar a atenção dos pais. As mochilas são acessórios que pedem alguns cuidados na hora da escolha e do uso para evitar problemas de saúde. Os cuidados na escolha da mochila podem evitar dores e problemas futuros.

Estudos já comprovaram os prejuízos do excesso de peso que os alunos carregam. Em 2011, uma pesquisa espanhola mostrou que mais da metade dos estudantes analisados usavam mochilas que excediam 10% do seu peso corporal – valor considerado limite para não gerar problemas. Essas crianças tinham risco 50% maior de ter dores nas costas e 42% mais alto de desenvolver alguma patologia nessa região.

De acordo com o quiropraxista Kleber Fontolan, o excesso de carga tem sido um fator desencadeante de dores e problemas na coluna. O especialista diz que é comum observar crianças carregando entre cinco e oito quilos nas costas.

“Um aluno de 30 quilos, peso médio de uma criança de 10 anos, deveria carregar no máximo três quilos dentro da mochila. Mas o que vemos nessa faixa etária é uma carga média de oito quilos”, afirma Fontolan.

Além das dores ainda na infância, o excesso de peso nas costas pode prejudicar a postura com o passar dos anos, diz a ortopedista Patrícia Fucs, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot):

“O que se sabe é que essa má postura, a longo prazo, leva ao a encurtamento da musculatura, o que acarreta mais dor à medida que que a criança vai crescendo”.

> Veja dicas para escolher a mochila e saiba como carregá-la de forma adequada:

Problemas podem acompanhar as crianças à medida que elas vão crescendo. Foto: Bigstock
Problemas podem acompanhar as crianças à medida que elas vão crescendo. Foto: Bigstock

A ortopedista Patrícia Fucs aconselha que a mochila seja proporcional à altura da criança e que as alças sejam bem ajustadas para que o acessório fique somente sobre as costas:

>> A mochila não pode ficar pendurada abaixo da região lombar. Se a alça fica muito longa, bate nos glúteos e é pior para a criança.

De acordo com a quiropraxista Thais Konig, da clínica Coluna em Movimento, um dos principais cuidados na hora da compra é optar pelas mochilas com alças largas.

>> Os ombros ficam bem próximos de uma articulação, em uma região que tem pouca circulação sanguínea. Então, esses nervos estão mais expostos e, se a alça for muito estreita, pode afetar a circulação e provocar adormecimento ou formigamento nos braços – explica a profissional.

>> Crianças menores, que têm menos equilíbrio, podem utilizar mochilas que tenham tiras que se prendem à cintura. Versões de rodinhas são uma boa opção para casos em que é preciso carregar mais peso. No entanto, o melhor mesmo é adequar a quantidade de materiais requisitados junto à escola.

>> Vale lembrar que a criança deve, obrigatoriamente, usar a mochila com as duas alças sobre os ombros.

> Muitos estudantes ainda usam de forma errada, normalmente carregando por uma das alças, o que pode causar má postura e contraturas musculares – diz o quiropraxista Kleber Fontolan.

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