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Dieta que melhora os sintomas da fibromialgia: o que excluir da cozinha?

Alimentação e hábitos de vida podem influenciar tanto negativa quanto positivamente nos sintomas da fibromialgia

Mudança nos hábitos de vida, como alimentação e exercícios físicos, reduz os sintomas da fibromialgiaMudança nos hábitos de vida, como alimentação e exercícios físicos, reduz os sintomas da fibromialgia (Foto: Bigstock)

Quem sofre com os sintomas da fibromialgia sabe da imprevisibilidade da condição. Um dia tudo pode estar bem, no outro não. Mas uma mudança na alimentação e, principalmente, nos hábitos de vida, são bastante indicados por especialistas para reduzir o impacto dos sintomas, como as conhecidas dores.

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Isso acontece porque a fibromialgia está relacionada ao nível de estresse a que a paciente é submetida, e que se manifesta em forma de dores pelo corpo todo, mas especialmente na musculatura, cansaço, dificuldades para dormir e problemas de memória e concentração (sintoma conhecido como nevoeiro mental) entre outras.

Uma vez que a pessoa adote uma alimentação mais saudável, associada a exercícios físicos de rotina, o estresse reduz e, com ele, os sintomas da fibromialgia

Isso não significa que algum alimento específico ou uma dieta da moda possa atuar contra a condição, mas uma mudança completa nos hábitos — incluindo alimentos mais saudáveis e reduzindo os industrializados e ultraprocessados — pode ser, sim, uma boa ferramenta.

“Não tem na literatura científica nenhum estudo que garanta que adotar uma dieta específica melhore os sintomas, a não ser mudando para uma dieta mais saudável, de forma geral. No caso do exercício físico, foi testado e observado uma relação entre a prática e a melhora nos sintomas”, explica José Eduardo Martinez, médico reumatologista, membro da comissão de fibromialgia e da dor da Sociedade Brasileira de Reumatologia e professor da PUCSP.

Está com todos os nutrientes em dia?

Os benefícios da vida mais saudável nas pacientes com fibromialgia são reforçados pela nutricionista Hellin dos Santos, pós-graduada em Nutrição Clínica e mestre em Alimentação e Nutrição pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), além de familiar ao tema fibromialgia e nutrição.

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“A alimentação pode estar relacionada direta ou indiretamente aos sintomas da fibromialgia. A deficiência de alguns micronutrientes (vitamina B12, magnésio e selênio, por exemplo) pode gerar fadiga, irritabilidade, que são sintomas da condição, mas que também podem atingir a população em geral. O excesso de peso e obesidade também podem contribuir com a má qualidade do sono, outro sintoma bem clássico”, explica a pesquisadora. 

Dietas ricas em antioxidantes, principalmente das fontes vegetais, como feijão e leguminosas, ou azeite de oliva são, portanto, mais indicadas. Na visão oposta, ou quais alimentos que deveriam ser evitados, há estudos que demonstram uma relação negativa principalmente com bebidas açucaradas (refrigerantes, por exemplo), carnes processadas e os ultraprocessados.

“Não se trata de um consenso, mas o que os especialistas concordam é que uma alimentação mais saudável, de forma geral, melhora a saúde mental e o otimismo dos pacientes, que também podem ter sintomas de depressão e ansiedade”, reforça Hellin.

O que evitar?

De forma geral, é melhor que os pacientes com fibromialgia evitem ou reduzam o consumo de:

  • Bebidas açucaradas, como refrigerantes, chás industrializados, sucos de caixinha, entre outros industrializados;

  • Carnes processadas, como os embutidos;

  • Alimentos ultraprocessados.

Embora as sugestões acima sejam indicadas a quem sofre da condição, valem a qualquer um. Do contrário, é recomendado que as pessoas diagnosticadas incluam nas refeições e na vida:

  • Alimentos in natura;

  • Variedade nos grupos alimentares;

  • Atenção a todos os micronutrientes;

  • Exercícios físicos de rotina.

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