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De acordo com estudo, casais que com juntos frutos do mar têm mais chance de engravidar. Foto: Bigstock
De acordo com estudo, casais que com juntos frutos do mar têm mais chance de engravidar. Foto: Bigstock| Foto:

Os hábitos de vida dos casais que tentam engravidar têm papel essencial no aumento das chances de sucesso, e um novo estudo procura desvendar o impacto da alimentação na fertilidade. Pesquisadores norte-americanos perceberam que casais que ingerem oito ou mais porções de frutos do mar, durante o mês, tendem a engravidar mais rapidamente do que os que não incluem os peixes e camarões na dieta.

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Os resultados vieram do estudo prospectivo LIFE (Longitudinal Investigation of Fertility and the Environment, em inglês), que procura identificar as influências ambientais na fertilidade e fecundidade humana, entre elas as dietas.

Foram selecionados 501 casais heterossexuais que gostariam de se tornar pais, e os separaram em dois grupos: aqueles com uma dieta rica em frutos do mar, e aqueles com uma alimentação normal, sem destaque a algum alimento específico. Os participantes foram acompanhados durante um ano, em média, até o momento da concepção, embora o estudo maior tenha seguido entre 2005 a 2009.

Consumo de frutos do mar pode impactar positivamente casais que estejam tentando engravidar (Foto: Bigstock)
Consumo de frutos do mar pode impactar positivamente casais que estejam tentando engravidar (Foto: Bigstock)

Casais que consumiram oito ou mais porções de frutos do mar durante o mês tiveram 47% (no caso dos homens) e 60% (para as mulheres) maior chance de fecundidade em relação aos casais que consumiram uma ou menos porções.

Em um ano, 92% dos casais que consumiam mais frutos do mar estavam grávidos, enquanto que, no mesmo período, engravidaram 79% dos casais que não estavam na dieta.

Mas, um detalhe pode fazer a diferença nos resultados do estudo, conforme explica Claudia Navarro, médica ginecologista, especialista em reprodução assistida e diretora clínica da Life Search, em Belo Horizonte (MG). “O estudo mostrou que esses casais que consumiam mais frutos do mar teriam um aumento na frequência das relações sexuais, e essa poderia ser a causa principal na redução do tempo para engravidar”, explica.

Em um artigo publicado em maio na revista científica The Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, porém, os pesquisadores defendem que os efeitos dos frutos do mar parecem ser maiores do que apenas aumentar a atividade sexual. O estudo aponta um benefício da dieta na melhora da qualidade do sêmen, da ovulação, e até mesmo da qualidade do embrião.

Alimentos e fertilidade

Os kits são voltados principalmente para mulheres em idade fértil e para estudos epidemiológicos que pretendam determinar pessoas que já tenham sido expostas ao vírus. Foto: Bigstock.
Os kits são voltados principalmente para mulheres em idade fértil e para estudos epidemiológicos que pretendam determinar pessoas que já tenham sido expostas ao vírus. Foto: Bigstock.

Embora, segundo Claudia Navarro, médica ginecologista especialista em reprodução assistida, não seja possível fazer uma lista de alimentos que, definitivamente, colaborem com a fertilidade, há alimentos e hábitos que a literatura médica defende que devem ser excluídos, ou bastante reduzidos.

“O café, a cafeína, tanto para homem quanto para a mulher, em excesso, pode afetar a fertilidade. O uso do álcool também, assim como o cigarro. Do ponto de vista de benefícios, este estudo sugere os alimentos ricos em ômega3, mas ainda não temos comprovação em termos de medicina baseada em evidências”, reforça a especialista.

Mudar a dieta, ou mesmo os hábitos de vida, também não causa grande efeito se o casal tiver problemas mais importantes, conforme ressalta Francisco Furtado Filho, médico ginecologista especialista em reprodução humana e diretor proprietário da clínica Fertway, em Curitiba.

“Uma dieta não muda o grau de endometriose, não melhora a varicocele, que causa alterações no espermograma do paciente. A diferença no tempo de gestação do estudo é considerável, mas é difícil analisar até que ponto a dieta realmente trouxe esses benefícios”, explica.

Furtado Filho lembra, porém, que um dos tratamentos de melhora na qualidade do espermatozoide, especialmente quando há um nível de fragmentação do DNA, perpassa pela alimentação. “Uma das formas de corrigir essas alterações é pelo uso de complexos vitamínicos com ação antioxidante, principalmente zinco e mercúrio, além das vitaminas D e E”, diz o especialista.

(Foto: Bigstock)
(Foto: Bigstock)

Zinco e mercúrio estão presentes nos fruto do mar, segundo Jennifer Partika, nutricionista do hospital Santa Cruz. “Quem consome frutos do mar, em média duas vezes por semana, tem uma alimentação mais saudável, mas depende do tipo de preparo. Se você come camarão e peixe frito, duas vezes por semana, você acaba consumindo mais gordura, que inibe os nutrientes bons dos frutos do mar”, explica.

Para uma dieta que estimula a fertilidade:

Prefira:

Dieta mediterrânea: rica em gorduras consideradas boas, a dieta mediterrânea é composta de nozes, castanhas, óleos, além dos frutos do mar;

Exercícios físicos: quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está muito elevado ou muito baixo, há dificuldade na concepção. O ideal é estar entre 20 a 25.

Nas mulheres, o excesso altera padrão ovulatório e, nos homens, favorece a formação de varicocele, varizes no saco escrotal, que aumentam a temperatura do órgão, mudando o DNA do espermatozoide.

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