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Saúde e Bem-Estar

Automutilação e tentativa de suicídio terão que ser notificadas por escolas e hospitais

Os registros devem ser feitos em sigilo por clínicas e hospitais públicos e privados às autoridades de saúde. Já as escolas devem notificar os casos ao Conselho Tutelar

  • PorFolhapress
  • 29/04/2019 12:22
A notificação de casos de violência autoprovocada já era prevista em portaria do Ministério da Saúde desde 2014. Agora, vira lei. Foto: Bigstock.
A notificação de casos de violência autoprovocada já era prevista em portaria do Ministério da Saúde desde 2014. Agora, vira lei. Foto: Bigstock. | Foto:

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira (29) uma lei que prevê que hospitais e escolas passem a notificar casos de tentativa de suicídio e automutilação.

Os registros devem ser feitos por clínicas e hospitais públicos e privados às autoridades de saúde. Já as escolas devem notificar os casos ao Conselho Tutelar. A comunicação deve ser feita em sigilo.

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O texto prevê ainda a criação de uma política nacional de prevenção ao suicídio e que haja um serviço telefônico para atendimento a pessoas em situação de sofrimento psicológico.

De acordo com a lei sancionada nesta segunda-feira (29) pelo presidente Jair Bolsonaro, a comunicação deverá ser feita em sigilo. Foto: Bigstock
De acordo com a lei sancionada nesta segunda-feira (29) pelo presidente Jair Bolsonaro, a comunicação deverá ser feita em sigilo. Foto: Bigstock

A medida, que já havia sido aprovada no Congresso em março, foi publicada no Diário Oficial desta segunda. A proposta é autoria do deputado federal e atual ministro da Cidadania, Osmar Terra.

A notificação de casos de violência autoprovocada já era prevista em portaria do Ministério da Saúde desde 2014. Agora, vira lei e passa a incluir o acompanhamento por escolas e Conselho Tutelar, segundo o governo.

Inicialmente, o projeto previa a possibilidade de aplicar sanções em caso de não cumprimento da legislação. O trecho, que previa caracterizar a situação como “infração sanitária”, foi vetado após ter sido qualificado como genérico e com pouca aplicação às escolas.

Questionado, o Ministério da Família e Direitos Humanos, à frente da proposta, informa que pretende discutir a possibilidade de sanções à falta de notificação durante a regulamentação do tema.

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Desde o início deste ano, o tema tem sido elencado como uma das bandeiras de gestão da atual ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Em palestras, Damares, que é pastora, disse que pensou em suicídio após ser vítima de um abuso sexual, mas desistiu ao ver a imagem de Jesus.

Inteligência emocional

Além da nova política, a pasta estuda uma parceria para oferta de uma disciplina de “inteligência emocional” em universidades particulares como forma de prevenir casos de suicídio e automutilação.

A discussão é feita entre o ministério e a Anup (Associação de Universidades Particulares), entidade que abrange 189 instituições privadas -setor que concentra 75% dos estudantes de graduação. A previsão é que a disciplina, com carga horária de 80 horas, seja obrigatória para alguns cursos. A definição de quais caberia aos reitores.

A proposta, porém, tem sido alvo de críticas por especialistas, para os quais a definição de uma “inteligência emocional” é inadequada. Outros apontam risco de tratar a questão do suicídio de forma reducionista. Já a pasta defende a medida.

O Brasil registrou 11.433 mortes por suicídio em 2016, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde. Não há informações sobre casos entre universitários.

No ano passado, a USP criou um escritório de saúde mental após registro de casos. Uma pesquisa de 2009 com 140 estudantes da pós-graduação da UFRJ concluiu que 58,6% dos pesquisadores apresentavam níveis médio e alto de estresse.

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