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Cardiologias sempre acreditaram que, entre os pacientes com predisposição genética de desenvolver problemas cardiovasculares, não havia muito o que poderia ser feito para reduzir as chances de um evento cardíaco, como um infarto. Os medicamentos e tratamentos existentes ajudam, mas o impacto deles não é tão significativo.

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Um novo estudo, divulgado pela American Heart Association (Associação Norte-americana do Coração) no início de abril, mostrou que existe uma solução simples, mais barata e efetiva na redução do risco de um infarto – diminuindo as chances pela metade: os exercícios físicos.

A análise feita com mais de 500 mil indivíduos britânicos teve um acompanhamento de seis anos, em média, com os participantes para verificar o impacto das atividades físicas na saúde do coração de todos. Como resultado, os altos níveis de exercícios cardiorrespiratórios, ou aeróbicos, como as corridas, estavam associados a uma redução de 49% no risco de doenças coronarianas, como o infarto.

“Os resultados dessa pesquisa são extremamente interessantes. Eles mostraram que independentemente do perfil de risco, a atividade física tem um efeito positivo. E esse efeito acontece mesmo naquelas pessoas com risco de eventos cardíacos muito grandes, por questão genética”, explica Marcelo B. Leitão, médico cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

Exercícios e coração

Os efeitos positivos das atividades físicas para o coração já é algo de conhecimento geral. A diferença agora, ressaltada pela pesquisa, é que os exercícios tem uma influência ainda melhor – atingindo qualquer pessoa, seja ela cardíaca ou não.

De forma geral, a atividade física regular reduz níveis de pressão, colesterol e triglicérides. Também ajuda na resistência insulínica, prevenindo diabetes, especialmente do tipo 2, e diminui o processo de formação das placas de gorduras nas artérias, ou a aterosclerose, principal causadora de infartos.

Qual exercício fazer?

Embora se saiba muito dos benefícios dos exercícios aeróbicos, ou aqueles que mexem o corpo todo, como caminhadas, corridas, spinning, entre outras, os exercícios de força, ou resistidos, também têm benefícios importantes na saúde, inclusive do coração.

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“Os exercícios aeróbicos foram, no início, os mais estudados. Toda vez que se estudava exercício físico e relação com a saúde, os aeróbicos eram os mais buscados. Mas hoje há várias pesquisas que relacionam os exercícios de força com a saúde em geral”, reforça Marcelo Leitão, médico cardiologista.

O ideal, portanto, é sempre fazer uma associação de ambos: caminhadas e corridas com aparelhos de ginástica, exercícios funcionais (que mesclam as duas formas) ou CrossFit. O importante é encontrar o exercício que melhor lhe agrade e manter a atividade na rotina.

São necessários 150 minutos de atividade física moderada, por semana – algo em torno de 30 minutos todos os dias, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

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