Filtro do Snapchat ajuda a identificar câncer nos olhos das crianças

Retinoblastoma é um dos cânceres mais comuns na infância, atingindo antes dos cinco anos de idade, com chances de cura de 90%, quando identificados precocemente

(Foto: Reprodução)

Um novo filtro do aplicativo de imagem do Snapchat pode ajudar mães e pais a identificarem uma doença específica das crianças. O retinoblastoma, tumor maligno da retina, é o câncer mais comum na infância, segundo dados do INCA, e atinge uma a cada 20 mil crianças, com incidência maior antes dos cinco anos de idade.

“É um tumor altamente maligno, mas quando diagnosticado precocemente, tem 90% de chance de cura”, explica a oftalmologista Ana Paula Canto, da Clínica Canto.

Ao fotografar a criança – focando nos olhos dela – e usando flash, os pais devem prestar atenção ao sinal de leucocoria, quando aparece uma mancha branca nos olhos, principal indicação da doença. Para facilitar esse diagnóstico, o filtro do aplicativo permite que os pais vejam a mancha e sejam alertados por uma notificação de que devem buscar auxílio médico para comprovar o diagnóstico.

O filtro foi desenvolvido pelos criativos da Miami Ad School para a campanha da NORD, organização voltada às ocorrências de distúrbios raros, como o retinoblastoma, em parceria com o Snapchat. Veja como o filtro funciona no vídeo abaixo:

Snapchat Eye Opener from Waner Almeida on Vimeo.

Tratamento

Depois do diagnóstico, é preciso avaliar o grau em que o tumor se encontra para depois partir para o tratamento. Os estágios podem ser:

– Dentro do olho apenas (intraocular);

– Afetando o nervo óptico, em um ou nos dois olhos;

– Em metástase.

As modalidades terapêuticas para o tratamento do tumor são: enucleação, ou retirada do olho; termoterapia transpupilar, uma radiação infravermelha que provoca hipertermia do tecido do tumor; crioterapia, substâncias que rebaixam a temperatura do tecido; braquiterapia, terapia aproximação ou inserção da fonte de radiação no paciente; radioterapia externa, laser ou quimioterapia.

“A sobrevida com retinoblastoma tem melhorado muito nos últimos anos, graças aos avanços com diagnósticos precoces e melhores opções terapêuticas”, afirma a oftalmologista Ana Paula.

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