Patrocínio

Hospital Pilar X-Leme Diagnóstico Por Imagem Mantis Diagnósticos Avançados

“Só preciso da receita”e outras frases que os médicos não aguentam mais ouvir

Se você já chega no consultório médico sabendo exatamente a doença que tem e “só deu uma passadinha para pegar a receita do antibiótico”, precisa ler essas dicas antes da próxima consulta

Exame de imagem para diagnosticar saúde da próstata deve fazer parte das diretrizes de urologistasMuitos pacientes chegam no consultório já "autodiagnosticados". Esse é o seu caso? Foto: Bigstock.

Os consultórios médicos são um dos locais mais seguros para que os pacientes tirem as dúvidas sobre como o corpo funciona, como a doença se instalou e quais os remédios e tratamentos indicados para os sintomas adquiridos. Ainda assim, a frequência com que questionamentos aparecem repetidamente alarma os médicos. É comum, por exemplo, os pacientes chegarem ao consultório já autodiagnosticados, pedindo apenas a receita. Ou então com “doenças” que são mais relacionados a mitos populares do que a ciência. Confira algumas frases que os médicos não aguentam mais ouvir e repense sua próxima consulta.

“Só preciso da receita, doutor!” 

Esta é a frase comum a boa parte dos pais que visitam o consultório da pediatra Ana Paula Miller Musial. Segundo ela, é muito frequente os pais que chegam com a prescrição pronta para a criança doente, antes mesmo que o médico tenha a chance de vê-la.

“Você respira fundo, diz que vai examinar, ver se realmente precisa de antibiótico. Explica tudo e diz que passará o melhor remédio que consta na literatura médica. O melhor para a criança e não o que a mãe quer. É um jogo de paciência diário”, conta a pediatra.

>> Brasileiros são campeões em pesquisas no dr. Google

“Minha filha não tem fome”

Foto: Bigstock.

A criança entra no consultório comendo doce e a mãe reclama com o médico que o filho não tem fome. A cena é mais corriqueira do que se imagina. “Eu olho a criança comento e pergunto se ela tem apetite para comer chocolate, pizza, refrigerantes. Claro que a mãe confirma. Ela quer, na verdade, um remédio mágico que abra o apetite da criança para comer legumes e frutas, porque fome a criança tem!”, explica  a pediatra Ana Paula Musial.

“Às vezes pedimos exames para mostrar que estão bem, e explicamos que criança gordinha não é criança saudável. Ela tem que se alimentar bem porque acima do peso tem mais chance de ser adulto obeso ou com diabetes”, explica a pediatra.

“Tenho problema de tireoide, por isso não emagreço”

Embora a prevalência de hipotireoidismo, no Brasil, fique entre 4% a 10% da população, a frequência com que o diagnóstico surge, indicado pelos próprios pacientes, no consultório da Fabíola Yukiko Miasaki, médica endocrinologista, é alarmante. “Então eles tomam chá disso, chá daquilo, laxante e refrigerante zero, mas acompanhado de pizza com borda recheada. Não existe milagre”, pontua a médica.

A endocrinologista explica que o hipotireoidismo pode, sim, alterar o metabolismo e causar uma dificuldade de emagrecer. Mas quando o problema é controlado, o metabolismo fica normal, e não costuma ser a causa mais frequente do aumento de peso.

“A própria pessoa reconhece que não consegue viver sem doce e depois culpa a tireoide, isso é muito comum”

Médicos apontam questionamentos comuns entre pacientes

“Não existe  um remédio para acelerar o metabolismo?” (Foto: Pixabay)

“Meu filho não gosta de dilatar a pupila”

Como as crianças não param no consultório dos médicos oftalmologistas, é uma prática comum que os pequenos pacientes dilatem as pupilas, conforme explica Claudia Regina Lourenço Lucas Bochnia, médica oftalmologista.

“Não aguento quando as mães falam que a criança não gosta de dilatar. Elas não têm psicologia nenhuma. Tem que dilatar e pronto! Eu brinco com as crianças, falo que vão ficar com a visão do homem-aranha, que é muito legal. Os pais precisam acalmar a criança, não apavorá-la”, explica a especialista.

Outra reclamação constante dos pais é o grude os filhos com os aparelhos eletrônicos, especialmente os celulares. Não é a toa, portanto, que os médicos presenciem um aumento de casos de miopia entre os mais jovens.

“O correto é usar [os eletrônicos] uma hora por dia, e brincar ao sol duas horas por dia, para evitar a progressão da miopia. E os pais dizem: ‘ah, ele fica muito tempo mesmo. Não larga o celular, não sai do vídeo-game. Mas são os pais que precisam impor os limites”, alerta a oftalmologista. 

“Preciso tomar todo o remédio?”

Outra cena comum vivida por médicos oftalmologistas é explicar aos pacientes com glaucoma que não se pode interromper o tratamento. “Eles correm o risco de perder a visão e ter que usar o colírio para o resto da vida mas, simplesmente, param de usar. ‘Ah, pensei que não precisasse mais’, eles dizem.”

“Tive um caso de um motorista que fiz um diagnóstico de glaucoma avançado, encaminhei para aposentadoria, e ele simplesmente parou com os colírios. A doença avançou, claro”, explica a médica.

Médicos apontam questionamentos comuns entre pacientes

“Precisa tomar todo o remédio?” (Foto: Pixabay)

“Mas eu já passei uma pomada”

Para alguns pacientes, a fórmula mágica está na pomada que tem em casa e que funcionou para outras situações, em outros momentos. “Com o Dr. Google também é uma festa. Os pacientes já chegam dizendo que fizeram isso e aquilo que viram na internet”, lembra Franck Bobato, médico dermatologista.

Outras dúvidas comuns dos pacientes foram listadas pelos médicos:

  • Paciente que pede atestado para não ir trabalhar, mesmo quando o problema é não é nada grave.
  • Paciente que pede receitas que não têm relação com o problema nem com a especialidade, até de medicamentos controlados para amigos e parentes.
  • Pacientes que reclamam da demora, sem se preocupar com casos urgentes que precisaram ser atendidos antes.
  • Pacientes que não sabem explicar o que estão sentindo, o que querem, nem quais são os sintomas, esperando que o médico adivinhe.
  • Paciente que conta em detalhes mínimos um problema que teve há anos e já foi curado.
  • Paciente que procura o médico fora do consultório em plantões noturnos de hospitais públicos, onde há uma grande fila de espera.
  • Quando o médico pergunta ao paciente o que ele toma e responde:”Um comprimido pequenininho amarelo e um grande branco” sem saber o que é nem para que serve, querendo que o médico deduza pela cor.


LEIA TAMBÉM

 

8 recomendações para você

Deixe seu comentário