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Exposição ao óleo das praias no NE, a longo prazo, pode causar câncer

Defesa Civil e Ministério da Saúde divulgam documento para alertar voluntários que ajudam na limpeza das praias

Contato prolongado com substância tem risco de câncer. Cartilha faz alerta de cuidados para voluntários que auxiliam na limpeza das praias. Foto: Leo Malafaia / AFP.

A Defesa Civil e o Ministério da Saúde publicaram na sexta-feira (25) uma cartilha com orientações a voluntários que participam da limpeza de óleo nas praias. Segundo o texto, a inalação de vapores do poluente pode causar dificuldades de respiração e dor de cabeça. Já o contato direto com o material pode levar a manchas na pele e inchaço. Sobre a exposição de longo prazo ao óleo, a publicação alerta para o risco de câncer e infertilidade.

>>> Náusea, tontura e alergia: os riscos do contato com o óleo nas praias do Nordeste

Mas a cartilha não especifica qual o período de exposição necessário para surgirem doenças mais severas. Segundo especialistas, consequências graves são mais comuns entre aqueles com contato crônico, como trabalhadores do setor petroquímico.

Manchas de óleo têm causado náusea, tontura e vômito entre os voluntários na limpeza das praias do Nordeste

Manchas de óleo têm causado náusea, tontura e vômito entre os voluntários na limpeza das praias do Nordeste Foto: Adema/Governo de Sergipe.

Nos últimos dias, voluntários e pescadores têm relatado sintomas como dor de cabeça, náuseas e tontura – reações a curto prazo também listadas no material do governo. A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco havia registrado, até quinta-feira (24), 19 casos de intoxicação com suspeita de relação com o óleo.

A cartilha recomenda ainda que profissionais de saúde registrem casos suspeitos e confirmados de intoxicação exógena no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan).

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou anteontem que não há alerta do governo e que ainda serão feitos estudos sobre os efeitos do óleo na cadeia alimentar.

Pescado

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que não há proibição para a comercialização de pescados do Nordeste, mas “autoridades estaduais podem definir restrições” diante da situação específica de cada localidade.

Empresas do setor de pescado afirmam que não há risco para consumidores de outras regiões. Peixes vendidos para São Paulo e Estados vizinhos, por exemplo, são criados em cativeiro ou vêm de locais não afetados pela mancha de óleo no Nordeste.

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