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Doença que levou à internação de José Mayer por 30 dias pode ser fatal

A granulomatose de Wegener, condição que acometeu o ator José Mayer, é uma doença autoimune rara, que surge a partir dos 40 anos

O ator José Mayer foi tratado contra a granulomatose de Wegener, uma condição autoimune sem cura, porém com tratamento (Foto: Divulgação)

O ator José Mayer recebeu alta da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, neste domingo (29), depois de ser tratado contra uma doença autoimune rara, a granulomatose de Wegener (atualmente conhecida entre os médicos como granulomatose com poliangiite).

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Em nota, o hospital ressalta que o ator ficou 30 dias em tratamento contra a doença que, sem o diagnóstico precoce, pode ser fatal. Mayer passa bem.

A granulomatose de Wegener causa uma inflamação dos vasos sanguíneos, que pode comprometer o fluxo sanguíneo para diversos órgãos e tecidos, como ouvidos, nariz, pulmão, rins e garganta. A via respiratória é uma das mais comumente atacadas pela doença e os pacientes devem ficar atentos aos sinais de sangramento nasal repetitivo, bem como sinusites de repetição, falta de ar, tosse, escarro com sangue, dor nas articulações e mal estar geral.

Como são sinais que podem indicar qualquer infecção, a doença pode passar batido pelo olhar do paciente, que deve buscar por atendimento médico, especialmente no caso do sangramento. “O que chama atenção é o sangramento de repetição, embora possam ter pacientes com a granulomatose de Wegener que não apresentem o sangramento, mas tenham apenas uma falta de ar, tosse, sinusite, mal estar geral”, explica Glaucia Barbieri, médica pneumologista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR) e conselheira do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).

Nem todo sangramento na tosse ou nasal, porém, significa automaticamente a granulomatose de Wegener. A doença autoimune é considerada rara, acometendo uma a cada 25 mil pessoas. Os sintomas, em geral, aparecem a partir dos 40 anos de idade, mas podem aparecer mesmo antes. Barbieri relata que já tratou pacientes com a condição aos 20 anos, por exemplo.

O diagnóstico, embora também seja clínico, é confirmado através de uma série de exames. No caso do acometimento das vias aéreas, são necessárias “tomografias do tórax, do seio da fase e o exame de sangue específico, o ANCA, colaboram com o diagnóstico da doença. E muitas vezes se faz necessária a biópsia da lesão”, explica a pneumologista.

Granulomatose de Wegener pode levar à morte

Quando o paciente não recebe o diagnóstico precoce e nem o tratamento adequado, os sintomas acabam por lesionar cada vez mais os órgãos. Isso leva a uma insuficiência respiratória aguda, ou mesmo crônica, além de anemia grave e os órgãos acometidos são sendo destruídos cada vez mais.

O tratamento mais indicado envolve o uso de medicamentos imunossupressores e corticoesteróides, além de medicamentos biológicos. “Não tratamos os sintomas, mas a doença em si. A pessoa pode passar pelo tratamento por um tempo determinado, de um a dois anos ou a vida toda. Depende de cada caso”, reforça Glaucia Barbieri, médica pneumologista.

Feito o tratamento, a pessoa não é curada da doença, mas os sintomas são controlados. O paciente entra em um período de estabilidade, embora possa ter recaídas em algum momento, visto se tratar de uma doença autoimune.

“A granulomatose de Wegener é uma doença bem rara e acomete homens e mulheres da mesma forma. É muito mais comum que o sangramento ou a tosse com sangue ocorra por outra condição, como tuberculose, câncer, do que por granulomatose” – Glaucia Barbieri, médica pneumologista. 

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