Patrocínio

Hospital Pilar X-Leme Diagnóstico Por Imagem Mantis Diagnósticos Avançados

Inmetro quer proibir venda de cauda de sereia para crianças no Brasil

Acessório voltado às crianças prende as pernas e impede os movimentos naturais, o que aumenta o risco de afogamento na piscina ou no mar

Uso de "caudas de sereia" recebeu a reprovação de diversas entidades brasileiras, que buscam banir o comércio do produto no país (Foto: reprodução)

Diversas entidades brasileiras integram uma comissão técnica do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para discutirem a venda do acessório “cauda de sereia” no Brasil. Popular no verão entre as crianças e os adultos, o acessório une as pernas e pés em um mesmo tecido, que imita a cauda de uma sereia. A disposição do produto impede o movimento correto e dificulta a flutuação e o equilíbrio. Com isso, aumenta-se o risco de afogamentos – especialmente entre o público infantil.

No início de 2016, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Salvamento Áquativo (Sobrasa) haviam alertado para a contraindicação desse objeto. A “cauda de sereia”, além de impedir o movimento fora da água, também atrapalha a posição em pé dentro da água. Isso levaria a um afogamento de forma silenciosa, mesmo entre os nadadores mais experientes, seja em piscinas fundas ou rasas.

Todos os participantes da comissão do Inmetro defendem que o produto deve ser banido das lojas no país. Ambas as entidades fazem parte da comissão, formada ainda pela Organização Criança Segura Safe Kids Brasil, Fundação Abrinq, Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e a Associação Nacional dos Construtores e Fabricantes de Piscinas e Produtos Afins (ANAPP).

“Enquanto isso não ocorre, deverá ser divulgada uma informação enfática, inclusive na embalagem do produto, para qualquer idade, sobre os perigos do uso do acessório”, reforça Mário Hirschheimer, presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da SBP, e representante da instituição na comissão do Inmetro, em nota divulgada à imprensa via e-mail.

Para o verão, está prevista a criação de mais uma campanha educativa (semelhante à do ano passado) com foco na prevenção de acidentes com uso da “cauda de sereia” pelo público infantil.

Riscos da “cauda de sereia” nas crianças

“Sereias”, como as vistas em filmes ou eventos festivos, são nadadoras bastante experientes e acostumadas à prática de apneia, além de realizarem movimentos aquáticos complexos, como os usados no nado sincronizado. Não se assemelham, portanto, às crianças ou a adultos “nadadores” no verão.

Além de prenderem as pernas, comprometerem o equilíbrio e aumentarem o risco de afogamento, mesmo em piscinas rasas e entre nadadores experientes, as “caudas de sereia” também promovem o chamado afogamento silencioso – já que a pessoa não consegue se mexer ou pedir ajuda. Da mesma forma, a prática promove o uso dos cabelos longos e soltos, aumentando o risco de sucção pelo ralo da piscina.

LEIA TAMBÉM

8 recomendações para você

Deixe seu comentário