i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Saúde e Bem-Estar

“Aposentar foi uma oportunidade que melhorou nosso relacionamento”

Depois que a aposentadoria chega e os filhos saem de casa, o maior desafio do casal é reencontrar aquela boa vida a dois

  • PorAmanda Milléo
  • 30/09/2016 17:30
Foto: Antônio More/Gazeta do Povo
Foto: Antônio More/Gazeta do Povo| Foto: Gazeta do Povo

Mesmo os casais apaixonados, que estão juntos e felizes após muitos anos, sentem o baque no relacionamento quando chega o momento da aposentadoria, os filhos saem de casa e o tempo de convívio aumenta bastante. Isso acontece porque há uma quebra na rotina e o casal, que tinha funções bem definidas por anos, passa a precisar redescobrir seus papéis como marido e esposa.

Essa redescoberta é mais simples para uns e mais difícil para outros, mas algumas medidas podem ser aplicadas no dia a dia por qualquer um. A primeira delas é ver essa mudança como uma oportunidade para tomar decisões que antes estavam amortecidas, em função de outras prioridades, como a família e o trabalho, e criar momentos juntos.

“Planeje essa nova fase como se fosse uma viagem. Crie uma rotina de fazer as coisas juntos, não importa o que seja. O importante é criar mais horas de convivência, porque normalmente os casais passam boa parte da vida diária separados, nos seus trabalhos, e depois precisam reaprender a conviver juntos”, explica Ana Cristina Limongi-França, psicóloga, especialista em qualidade de vida e trabalho e professora da USP.

Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

O impacto deste momento é tão grande que pode até parecer que se está criando um “novo” relacionamento, diz Márcia Sena, especialista em qualidade de vida na terceira idade na empresa de serviços para pessoas acima dos 60 anos, Senior Concierge, e isso não é algo negativo. “Diferentemente dos relacionamentos na adolescência e em outras fases da vida, entre idosos a relação é mais madura, com mais compreensão de cada parte. Quando se é mais jovem, a pessoa deposita na outra a necessidade de ser e de fazer feliz e, em geral, na terceira idade isso está bem resolvido”, diz.

Mudança radical

Levando ao pé da letra a história de mudanças, o casal Walmir e Mercedes Kesseli decidiu se colocar à disposição de organizações não governamentais (ONGs) internacionais há cinco anos, quando ambos se aposentaram e viram os filhos saindo de casa. De lá para cá, a rotina do casal se transformou em viagens pelo mundo, inclusive pelo continente africano e três anos em Lisboa, em Portugal, com trabalhos voluntários mesclados a passeios e turismo.

Aposentar foi uma oportunidade que a gente teve de melhorar a qualidade do nosso relacionamento, porque aumentou o tempo que ficamos juntos. Hoje fazemos atividades físicas juntos, ambos gostamos de viajar e de caminhar pela praia e até escrevemos dois livros juntos. São nossos hobbies”, diz Walmir, economista aposentado, de 58 anos, casado com Mercedes Holmes Kesseli, também economista aposentada, de 59 anos.

“Aposentar foi uma oportunidade que melhorou nosso relacionamento”
| Gazeta do Povo

Foram também os hobbies em comum que uniram o casal Niuza de Jesus Oliveira Sinei, de 65 anos, e Edgar Sinei, de 77 anos. Por muito tempo, o trabalho de metalúrgico manteve Edgar longe da rotina da casa, mas depois da aposentadoria ele encontrou novas formas de estar junto da esposa, que faz trabalho voluntário na Associação de Moradores do Bairro Alto.

“Agora ele me ajuda nesse trabalho, cuida de todo o serviço burocrático por mim e nós passamos um período maior juntos. Vamos também ao teatro juntos, tomamos café da manhã, almoçamos e jantamos juntos, o que antes era bem mais difícil. Ficamos realmente mais próximos depois da aposentadoria”, diz Niuza.

Niuza e Edgar Sinei: trabalho voluntário e quase todas as refeições juntos. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Niuza e Edgar Sinei: trabalho voluntário e quase todas as refeições juntos. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo| Gazeta do Povo

Reescreva a história a dois

O relacionamento pode ser novo ou ter anos de existência, mas passadas as mudanças que vêm com a terceira idade, a história do casamento pode ser reescrita. Confira algumas sugestões das especialistas para ter uma vida pós-aposentadoria mais tranquila!

Implicância de menos

Deixe para trás os erros, implicâncias e não tente remoer o que aconteceu há anos. O que aconteceu, passou, e agora é uma nova história. Essa sugestão cabe mais aos casais que nunca tiveram um relacionamento muito forte e acabaram ficando juntos pelos filhos ou por acomodação. Seja aberto às novidades e mudanças. Isso pode ser difícil para quem tem suas manias e crenças, mas vale a pena abrir mão disso para se reinventar.

Repense as críticas

Uma característica muito comum nesse momento de transição para qualquer uma das partes é o aumento nas críticas. “Você nunca fez isso direito”, “Não é assim que se faz”, entre outras péssimas frase. Mude o discurso de um lado negativo para algo positivo. Em vez de criticar, diga como gostaria que tal tarefa fosse feita.

Felicidade não depende do outro

Tenha em mente que esse “novo” relacionamento pode ser diferente, a começar pela maturidade do casal. Depois dos 60 anos, as pessoas buscam alguém mais pela companhia, para conversar e viajar. Cobrança exagerada, ciúmes, bem como a expectativa em relação ao outro, são bem menores.

Avalie a vida a dois

Reflita sobre tudo o que houve de bom na história dos dois. O que construíram juntos, as histórias que os mantiveram ligados todos esses anos, e se apegue aos pontos positivos. Procurem por ajuda profissional, caso sintam que o relacionamento está tenso, triste ou vazio. Pode ser desde um psicoterapeuta, coach de relacionamento e até grupos religiosos, que oferecem suporte aos casais.

Encontre hobbies em comum

A melhor coisa a fazer quando se perde a rotina do trabalho é trocá-lo por um hobbie. Além de buscar algo para você, procure incluir o cônjuge em uma atividade que agrade aos dois. Pode ser desde um curso na universidade, um trabalho voluntário ou mesmo viajar pelo mundo.

LEIA TAMBÉM

>>> “Minha cicatriz é a marca da experiência mais intensa da minha vida”

>>> Ficar sozinho no fim da vida mete medo em brasileiros

>>> Quando o whatsapp se transforma em “ringue” para pais e alunos

 

 

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.