Geração Baby Boom marcará fim do preconceito a idosos

Medo de envelhecer vai diminuir com o passar dos anos, mas à medida em que também chegarmos à velhice e estivermos cercados de iguais

Apesar da batalha para reduzir o preconceito aos idosos, ironicamente será o envelhecimento da população que fará com que isso se dissipe de modo mais eficaz. Até 2025, o Brasil será o sexto país no mundo com mais idosos, cerca de 32 milhões de pessoas, segundo a OMS.

Os pontos de encontro entre gerações também serão fundamentais para facilitar a comunicação, aumentar o respeito e reduzir a gerontofobia, o modo como é chamado o preconceito aos mais velhos. Hoje, muitos avós são babás dos netos em período integral, cada vez mais aposentados saem das empresas para empreender e trabalhar com gente mais jovem, e ainda há os que voltam a estudar ou continuam firmes no mercado de trabalho.

Por este motivo é com otimismo e esperança que a médica geriatra e gerontóloga Andrea Prates vê o envelhecimento da geração Baby Boomers. “Aqueles que estão entre 45 e 60 anos fazem parte da geração que definiu a juventude, que “criou” a adolescência, e exigiu mudanças em diversas áreas sociais, como em relação às raças, ao direito das mulheres e à liberdade sexual. Agora que envelhecem, eles também reivindicam mudanças na velhice”, comenta.

Setentinhas influentes
Serão essas pessoas também, segundo Andrea, que servirão de exemplos para a geração Y, quando esta chegar à velhice. “Há pesquisas que mostram que as mulheres de 70 anos têm hoje muita influência sobre as mulheres mais jovens. Elas são mais educadas, tiveram mais oportunidades de trabalho, experiências e informações que suas mães. Agregam mais valor a tudo o que fazem, e a geração mais nova reconhece isso”, diz Andrea, que também é mestre em Saúde Pública pela Universidade de Londres e coordenadora executiva do Centro Internacional de Informação para o Envelhecimento Saudável (Cies).

Como jovens
O termo gerontoadolescência é novo, e mais vendável que “terceira idade” ou “melhor idade”, segundo a geriatra e gerontóloga Andrea Prates, além de mais condizente com os velhos atuais. “A geração que está envelhecendo hoje é diferente. É a Rita Lee, o Mick Jagger, que adotaram posturas que reforçam as características do envelhecimento ativo. Não se envelhecia antes, e agora é a geração da vanguarda. A postura deles hoje é muito mais moderna, mais frente à idade que se tem”, diz.

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