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Dos dentes ao umbigo, tudo muda durante a gestação. Foto: MorgueFile

Grávidas se preparam para sentir mudanças bruscas de humor, fome e sono avassaladores, um certo enjoo e até para mais vontade de ir ao banheiro. Essas, no entanto, são uma parcela ínfima das mudanças corporais típicas dessa fase, lembra a jornalista Fernanda Oliveira no recém-lançado livro “Coisas Bizarras que Você só Descobre Quando Está Grávida” (Editora Rocco, 128 páginas, R$ 24,50).

Escrito com muito bom humor, o livro trata dessas descobertas (às vezes não tão positivas) pelas quais todas as grávidas de primeira viagem passam. Fernanda teve o primeiro filho, Tom, em 2013. Ela trata o livro como um relato de gestante para gestante, já que não é especialista no assunto. “Espero que ele inspire a viver intensamente as loucuras, surpresas, angústias e maravilhas que você só descobre quando estrá grávida”.

1) Os seus dentes ficam mais frágeis

Fernanda salienta que o tema é polêmico, mas aconteceu com ela: foi morder uma pipoca e quebrou o dente. “Há uma teoria de que algumas alterações na circulação da gengiva podem tornar deficiente o transporte de nutrientes para os dentes, deixando-os mais frágeis durante a gravidez”, escreve. Há ainda um mal comum já documentado, a gengivite gestacional (as gengivas das grávidas são mais propensas a infecções e sangramentos). Para evitar sustos, ela aconselha manter-se longe de alimentos muito duros ou pegajosos.

2) O seu tamanho de sapato vai mudar. E talvez para sempre

Se você calça 35 ou 36 antes de engravidar, prepare-se para ter que mudar isso. “Pé de gestante incha meeesmo, especialmente no fim da gravidez”, escreve Fernanda. “E o mais espantoso: nem sempre volta a ser do tamanho que era antes”. Outro detalhe estranho é que muitas vezes a grávida se acostuma a andar com as pontas dos pés para fora, para melhor acomodar a bacia e a barriga — de um jeito meio pata choca. Fica feio, diz Fernanda, mas pelo menos não traz efeitos colaterais.

3) O seu desejo sexual pode ficar maior

Muitas mulheres podem até discordar, mas é mais comum sentir o desejo sexual aumentar durante a gravidez do que se pensa. “Com um pouco de sorte, não há dente quebrado, intestino atrasado ou pé inchado que impeça você de se sentir uma musa tântrica do amor“, escreve Fernanda. E não é só isso: você poderá inclusive encontrar homens que são apaixonados confessos pelas formas das grávidas. “Alguns cavalheiros dão sinais de uma peculiar atração por mulheres grávidas”, continua a autora. “Primeiro achei que era só um maluco ou outro que me encaravam na rua, inspirados por questões edípicas mal resolvidas. Até que o namorado de uma amiga, numa mesa de bar, confessou escancaradamente, entre um chope dele e um suco meu, que nunca fez tanto sexo com a ex-mulher como durante a gravidez dela”.

4) O seu paladar pode mudar 180º

“Nunca fui muito fã de açúcar — os meus pontos fracos sempre foram delícias salgadas, como massas e pães. Mas durante a gestação do Brotinho [como Fernanda chama o filho], passei a sentir necessidade de comer doces, principalmente chocolate“, conta a autora. Fernanda sugere que gestantes que sentem muito enjoo comam porções pequenas várias vezes ao dia. No último trimestre, a grávida ainda pode sentir muita azia. “É diferente de enjoo. É aquilo que chamam de queimação”. Melhora se evitar bebidas quentes, leites e derivados, avalia a jornalista.

5) Sua saúde mental pode dar uma bela decaída

Durante a gravidez pode ocorrer uma “fase de doideira” normal, conta Fernanda. Ela confessa que adquiriu o hábito um tanto exagerado de lavar as mãos. “Eu lavava as mãos obsessivamente, com medo de contrair uma doença, tanto que elas ficavam hiper-ressecadas”, diz. “Diagnóstico provável: um quadro clássico de compulsão por limpeza”. A jornalista diz que passou a ter medo desmedido de pombos e uma raiva (também desmedida) de pessoas que não davam a passagem para ela, seja em uma fila ou no trânsito — quando o outro motorista sequer conseguia ver a barriga dela de fora do carro.

6) A barriga fica cheia de veias e o umbigo salta

“Branquela”, como ela mesma se descreve, Fernanda viu durante a gestação a barriga se tornar um mapa de veias azuladas. “Eram aparentes e um bocados feiosas”, avalia ela, que se conformou ao pensar que pelo menos a região aparentava estar “bem irrigada” de sangue. Ms lá pelo quinto mês, a grávida passa a ter contato com uma parte do corpo antes desconhecida: o interior do umbigo. “O feto precisa de todo o espaço possível dentro do ventre materno. Nada mais lógico do que ele tirar do caminho um pedaço de cicatriz inútil que ocupa lugar à toa”, descreve a autora.

Alguns umbigos “saltam” tanto que marcam sob qualquer blusa. Outros simplesmente se abrem, deixando ver toda e qualquer coisa que ocorre ali — inclusive “aquela sujeirinha que ficou anos escondida lá no fundo”. No primeiro caso, há a dica de uma amiga de Fernanda, que usava um band-aid para “baixar” o umbigo. No segundo caso, é ver o lado bom: pelo menos a limpeza do lugar fica mais fácil.

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