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Como funcionam dois métodos de contar as calorias que o corpo precisa

Descobrir quantas calorias são necessárias por dia é importante não só para a elaboração de dietas, mas também para a manutenção da saúde

Calorimetria e cálculo de Taxa Metabólica Basal são duas formas de estabelecer necessidade calórica diária. Foto: Bigstock.Calorimetria e cálculo de Taxa Metabólica Basal são duas formas de estabelecer necessidade calórica diária. Foto: Bigstock.

Quantas calorias consumir em um dia? Muito além das dietas para alcançar objetivos específicos, saber a resposta para essa pergunta é a maneira ideal de fornecer, ao corpo, toda a energia que ele precisa para manter o peso e o bom funcionamento do organismo – inclusive funções vitais, como batimentos cardíacos, temperatura e pressão arterial.

Há duas maneiras de descobrir, precisamente, a quantidade de calorias necessária a cada indivíduo em um dia, segundo informações de Flavia Auler, doutora em ciências da saúde, especialista em nutrição clínica.

A primeira delas é através do exame de calorimetria realizado em consultórios de nutricionistas e nutrólogos, com a ajuda de um instrumento chamado calorímetro.

Trata-se de uma alternativa menos usual, dado o alto custo do aparelho e, consequentemente, do exame.


A segunda metodologia, mais comum, é através de cálculos que utilizam como base algumas equações, entre elas a de Harris-Benedict (1919), uma das mais conhecidas.

O cálculo permite descobrir a Taxa Metabólica Basal (TMB), que é a quantidade mínima de energia que o corpo consome diariamente (ou as calorias necessárias para manter o peso atual).

Para o cálculo, são utilizados parâmetros como peso, altura, idade, sexo e atividade física. Há, ainda, fórmulas especiais para perfis como idosos, doentes, gestantes, atletas, crianças e adolescentes.

O parâmetro que especifica a quantidade de atividade física realizada no dia é o que merece mais atenção.

Ele detalha atividades rotineiras como o sono, tipo de transporte utilizado, tempo dedicado à higiene pessoal, tipo de trabalho realizado, tempo que se gasta em frente à televisão, esportes praticados, entre outros hábitos realizados no período de 24 horas.

A partir daí, o perfil de movimentação diária é classificado em leve, moderado ou intenso, e se torna um panorama essencial para o diagnóstico final da TMB.

Esse fator deve ser traçado com exatidão, para não incorrer em prejuízos – nem má interpretação – no resultado do cálculo.

A partir do valor calculado, o nutricionista vai montar a dieta, levando em conta o objetivo do paciente, seja redução de peso (que vai exigir um consumo menor de calorias no dia) ou aumento da massa magra (que vai requerer um consumo calórico maior) e os ajustes necessários a cada um.

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O cálculo que permite descobrir a TMB e, por consequência, a quantidade de calorias que deve ser ingerida no período de um dia, requer uma abordagem extremamente individualizada.

Isso ajuda a explicar por que a “dieta da vizinha” nunca será adequada a qualquer outra pessoa. Mesmo que duas pessoas obtenham o mesmo resultado, as dietas serão diferentes.

Isso acontece porque elas levam em conta, além do objetivo individual, um perfil de nutrientes adequado ao paciente, com ajustes quanto à quantidade de proteínas, carboidratos, sais minerais (como cálcio, ferro e fósforo), entre outros.

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