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Neto de Lula morreu de infecção por bactéria presente no rosto, diz jornal

A bactéria Staphylococcus Aureus pode atingir a corrente sanguínea em caso de ruptura da pele, até mesmo ao manipular uma espinha ou na colocação de um piercing

Menino Arthur não teria morrido em decorrência de meningite, mas de bactéria que causou infecção generalizada. Foto: Divulgação

Após a Prefeitura de Santo André confirmar na segunda-feira (1º) que a morte do neto do ex-presidente Lula, Arthur, não foi causada por meningite, conforme divulgado pelo Hospital Bartira, da rede D’Or, à época de sua morte, no começo de março,  o jornal Folha de São Paulo, na tarde desta terça-feira, afirma que o garoto morreu, sim, por sepse (infecção generalizada) originada pela bactéria Staphylococcus aureus.

Segundo o jornal, apesar de a família de Arthur não confirmar a causa da morte, informações de quatro infectologistas que tiveram conhecimento do caso e de uma pessoa próxima da família e não identificada dão conta de que realmente essa bactéria foi a responsável pela morte do garoto.

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A bactéria

Segundo a infectologista Monica Gomes da Silva, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, a bactéria Staphylococcus Aureus é típica de pele. “A bactéria só causa problemas quando ocorre uma ruptura e consegue atingir as camadas inferiores da pele e a corrente sanguínea”, diz ela.

“A característica da bactéria Staphylococcus Aureus é causar metástase infecciosa em locais distantes de onde ela conseguiu entrar. A bactéria se espalha pelo corpo e pode infectar múltiplos lugares, como a coluna, o coração, os dedos dos pés e das mãos.”

A bactéria é comum em nosso corpo e costuma estar presente na pele do rosto pode causar grandes problemas ao penetrar a corrente sanguínea. Casos recentes de pessoas que perderam os movimentos das pernas após uma pequena infecção no nariz levantaram o alerta para os riscos para saúde.

Em Brasília, a estudante Layane Dias, 20 anos, ficou paraplégica após colocar um piercing. A infecção se espalhou pela corrente sanguínea e causou danos na coluna da jovem. Caso semelhante aconteceu com a comerciante Lilian Duarte, de Abaeté, Minas Gerais, que perdeu os movimentos das pernas após espremer uma espinha.

Layane ficou paraplégica após colocar um piercing no nariz. Foto: Bárbara Leitte.

Layane Dias já tinha usado um piercing antes de fazer a perfuração que causou a perda de movimentos. Na segunda colocação, no entanto, houve graves complicações. A jovem teve uma infecção causada pela bactéria Staphylococcus Aureus, que se espalhou pelo sangue e se alojou na coluna.

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Ela conta que percebeu o problema no início de julho do ano passado, quando surgiu uma “bola” vermelha na ponta do nariz, seguida de febre e dores pelo corpo. A estudante recorreu a pomadas e medicamentos simples para aliviar o incômodo, mas o quadro de saúde dela foi piorando até que, um mês depois perdeu o movimento dos membros inferiores.

No caso da estudante, houve o agravante pelo fato de o piercing ter sido colocado no nariz, uma área em que a bactéria costuma estar presente. Essas infecções não são raras, mas se houver tratamento no início pode ser controlada sem deixar sequelas, conforme explica a médica.

“Logo que recebemos pacientes com infecção pelo corpo levamos em conta a possibilidade de a bactéria ter entrado por lesões de pele. Nem sempre quem coloca um piercing, por exemplo, leva em conta que é uma agressão. A gravidade que aconteceu com Layane, não é comum, mas não é impossível”, enfatiza a médica Monica Gomes da Silva.

Inflamação e sequelas

A comerciante Lilian Duarte, de Abaeté, Minas Gerais, passou por uma situação parecida há dois anos. Começou com uma inflamação no nariz, o início de um abcesso. Ela achou que era uma espinha e tentou espremer, mas as a inflamação aumentou e entrou na corrente sanguínea se instalando na coluna:

“Foi desesperador, uma dor imensa, procurei um hospital porque eu não sentia mais minhas pernas. A infecção se espalhou por cinco vértebras. Achei que ia morrer, tamanha a dor, nem morfina aliviava. Fui operada por uma equipe de médicos e o neurocirurgião salvou minha vida.”

A comerciante conta que depois da operação precisou usar um colete por seis meses. Depois de muita fisioterapia, conseguiu para recuperar os movimentos das pernas. “Aprendi a duras penas que não se pode espremer nenhuma espinha, deve-se lavar as mãos e desinfetar sempre com álcool em gel porque a bactéria está no corpo da gente e qualquer descuido pode entrar, principalmente pelo nariz”, relata.

Lilian Duarte voltou a andar, mas ficou com sequelas: “Sinto dormência e formigamento nos pés. Antes era do joelho para baixo, e agora diminuiu. Mas tem dias que nem sinto meus pés. Espero me recuperar totalmente.”

Sem pânico

Mesmo com a ocorrência de casos mais graves, não é necessário pânico dizem os médicos. Não há vacina que previna contra essa bactéria, mas medidas simples podem reduzir a possibilidade de entrada dela no organismo: lavar sempre as mãos, principalmente se houver machucados na pele, e a própria ferida com água e sabonete.

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