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Novas (e velhas) tecnologias ajudam na prevenção e tratamento do câncer de mama

Biópsia líquida, softwares de apoio ao diagnóstico e plataformas de inteligência artificial são algumas das novidades tecnológicas

Novas tecnologias colaboram com diagnóstico e tratamento do câncer de mamaNovas tecnologias colaboram com diagnóstico e tratamento do câncer de mama Foto: Bigstock

Softwares de apoio ao diagnóstico e plataformas de inteligência artificial marcam o futuro no tratamento oncológico – inclusive para o câncer de mama. Na cirurgia, a robótica é apontada como uma solução para reduzir tremores e a fadiga da paciente.

“A tecnologia está cada vez mais associada ao nosso trabalho, mas ainda precisamos do lado humano. A mão no ombro da paciente ainda é importante; isso o robozinho não vai saber fazer”, diz, Rômulo Leopoldo de Paula Costa, oncologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

De acordo com o especialista, o tratamento contra o câncer de mama continua seguindo o tripé: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Novidades são acrescentadas para melhorar diagnóstico (como a biópsia líquida, menos invasiva) e procedimentos.

“O padrão ouro para diagnóstico ainda é mamografia anual para mulheres a partir de 40 anos. Pacientes mais jovens ou em situações especiais podem associá-la a ultrassom e em certos casos, ressonância magnética”, afirma o médico.

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Câncer em metástase

No caso de pacientes com câncer de mama com metástase, Costa também destaca uma grande evolução no tratamento – o desafio no Brasil é facilitar o acesso.

“Para pacientes metastáticas, o tratamento é feito com drogas associadas a tratamento hormonal e imunoterapia. Recentemente, foi incorporado ao SUS o trastuzumabe, um medicamento associado à quimioterapia para aumentar a eficiência em 40% a 50%. Nós esperamos que cada vez mais novos medicamentos sejam incorporados ao SUS, mas é claro que ainda há uma defasagem para o sistema privado”, lamenta o oncologista.

Essa é uma preocupação manifestada também por João Soares Nunes, oncologista da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) e do Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba:

“A qualidade do tratamento no Brasil é muito boa. Entretanto, há barreiras na saúde pública e para pacientes com metástase. Há demora no SUS para incorporar medicamentos já disponíveis no sistema privado, enquanto no público demora anos”, critica.

Novos medicamentos

Nunes expõe que está chegando ao Brasil uma nova classe de medicamentos para o tratamento de câncer de mama, mas por enquanto apenas na rede privada.

“No início do ano, houve a incorporação nos convênios de um imunoterápico para pacientes com câncer de mama triplo-negativo (o mais agressivo), e antes só havia a opção da quimioterapia. Ele apresenta uma superioridade em ganho de tempo de vida das pacientes, não dá queda de cabelo e funciona como estimulante da imunidade. Pode gerar reações como diarreia, fadiga, alterações hormonais, mas no geral é bem diferente. O tempo de controle da doença chega a aumentar 20%. Combinando quimioterapia com imunoterapia, ganham-se sete meses a mais”, afirma o oncologista, que faz uma ressalva:

“A imunoterapia (em geral) não foi tão impactante quanto foi para o câncer de pulmão e o melanoma, porque o câncer de mama funciona de um jeito diferente. Para o triplo-negativo, o caminho pode ser o da imunoterapia. Para outros tipos, não há esses benefícios.”

O médico descreve que a pesquisa caso a caso tem sido fundamental para melhorar a eficácia de diagnósticos e tratamentos. “Como podem ser várias doenças o nódulo na mama, estamos sempre estudando para ver o que precisa ou não de quimioterapia. Do tipo HER2 positivo, podemos ter várias respostas conforme o tratamento hormonal. É feita a análise genômica do tumor, opção que infelizmente não está disponível no SUS nem por convênios, apenas particular, para tumores pequenos que não justifiquem quimioterapia, o que pode chegar a 30% dos casos, (tratados) apenas com terapia hormonal. É um grande avanço, porque está se fazendo cada vez menos quimioterapia“, explica Nunes.

Menos quimio e radio

Há recomendações para que se faça cada vez menos radioterapia, para melhorar a qualidade de vida das pacientes, sem reduzir as chances de cura. Na quimioterapia, Nunes destaca três novos agentes que foram aprovados no Brasil desde o fim do ano passado, para pacientes metastáticas que vão fazer também hormonioterapia.

“É totalmente oral, o que é uma tendência da quimioterapia. Trouxe ganhos no controle da doença metastática e para a saúde em geral”, aponta.

Nunes elogia campanhas de prevenção ao câncer de mama, mas alerta que a ênfase no autoexame precisa ser repensada.

“Fala-se muito do autoexame, mas há muitos nódulos não palpáveis e o melhor é sempre procurar fazer avaliações médicas. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda fazer pelo menos uma vez ao ano. O ideal é descobrir antes de haver o nódulo na mama, o que possibilita tratar sem precisar de cirurgia mutiladora, quimio ou radioterapia, apenas com medicação oral.”

Fatores de risco

São raros os casos de câncer de mama em mulheres abaixo de 20 anos de idade, mas há um aumento por volta dos 30. O pico está a partir dos 50 anos, visto que o envelhecimento é um fator importante.

Outros fatores, conforme Rômulo Leopoldo de Paula Costa, oncologista do Icesp, são:

  • Obesidade;

  • Sedentarismo;

  • Tabagismo;

  • Abuso de álcool;

  • Exposição ao estrogênio;

  • Mamas densas.

Apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama estão ligados à hereditariedade, ou casos na família.

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