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Novo órgão é descoberto, fica embaixo da pele e explica como sentimos dor

A descoberta muda a compreensão dos mecanismos celulares da sensação física e pode ter impacto no entendimento da dor crônica

Não sentimos dor apenas por conta das fibras nervosas na pele, mas pela ajuda desse novo órgãoNão sentimos dor apenas por conta das fibras nervosas na pele, mas pela ajuda desse novo órgão. Foto: Bigstock.

Um novo órgão no organismo humano foi descoberto, conforme anunciou pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia. Trata-se de um órgão receptor sensível à dor, localizado logo abaixo da pele, que favorece, por exemplo, a reação de puxar o braço quando algo nos pica ou quando sentimos pressão.

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O órgão reúne uma quantidade significativa de células chamadas de “Schwann”, com múltiplas e longas protusões, que se mesclam entre si e à pele. Juntamente com os nervos sensíveis à dor presentes na pele, quando ativados por meio de um estímulo externo, eles enviam impulsos elétricos ao sistema nervoso, resultando nas reações, reflexos e na sensação da dor.

“Nosso estudo mostrou que a sensibilidade à dor não acontece somente nas fibras nervosas da pele, mas também nesse órgão sensível à dor recentemente achado. A descoberta muda nossa compreensão dos mecanismos celulares da sensação física e pode ter importante significância no entendimento da dor crônica”, disse Patrik Ernfors, professor do Instituto e investigador principal do estudo, ao site da instituição

No mesmo estudo, os pesquisadores conseguiram bloquear a ação do órgão e perceberam que houve uma redução na capacidade de sentir dor quando advinda de um meio mecânico. A descoberta foi relatada em um estudo divulgado pela revista científica Science e publicado no último dia 16.

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Sensação de dor quando somos picados ou pressionados é favorecida por esse novo órgão

Sensação de dor quando somos picados ou pressionados é favorecida por esse novo órgão. Foto: Bigstock.

Dor crônica

Pelo menos 37% dos brasileiros sofrem com dor crônica, conforme dados da Agência Brasil. Isso representa 60 milhões de pessoas que sentem dores persistentes por mais de três meses. Os dados são de um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos da Dor, pela Universidade Federal de Santa Catarina, Faculdade de Medicina do ABC (SP) e uma clínica de tratamento da dor.

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Ainda conforme o estudo, a região Sul seria a mais afetada pelas dores crônicas, representando 42% dos pacientes entrevistados. Em seguida, a região Sudeste (38%), Norte (36%), Centro-Oeste (24%) e Nordeste (28%). No total, foram entrevistados 919 brasileiros de todas as regiões do país.

Das dores crônicas mais comuns, estão:

  • Lombar;
  • Articulações;
  • Face;
  • Boca;
  • Pescoço;
  • Dores de cabeça;
  • Enxaquecas;
  • Neuropatias.

A prevenção passa por diversos fatores, inclusive com mudança de hábitos. Por exemplo: fazer exercícios com regularidade; corrigir a postura; ter uma alimentação adequada; manter a carteirinha de vacinação em dia, especialmente a contra a herpes-zóster; controlar o peso e as doenças crônicas, como diabete e hipertensão.

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