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Saúde e Bem-Estar

Ser obeso sem doença metabólica associada não aumenta risco de morte, indica estudo

Obesos que não tenham diagnóstico de diabetes ou hipertensão teriam um risco reduzido de morte; especialistas contestam a pesquisa

  • PorAmanda Milléo
  • 18/07/2018 14:23
(Foto: Marcelo Andrade / Gazeta do Povo / Arquivo)
(Foto: Marcelo Andrade / Gazeta do Povo / Arquivo)| Foto: Gazeta do Povo

Ser obeso, mas sem nenhuma outra doença metabólica associada, como hipertensão ou diabetes, não aumentaria o risco de morte, segundo novo estudo divulgado na última semana pelo periódico científico Clinical Obesity. Para chegar a esse resultado, foram analisados os dados de mais de 54 mil pacientes, entre homens e mulheres, de cinco outras pesquisas, comparando o risco de mortalidade entre os obesos e os não obesos.

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Embora os dados tenham surpreendido a população, entre os médicos especialistas essa não é uma grande novidade. Estima-se que entre 30% a 35% dos obesos, segundo a endocrinologista Rosângela Réa, estejam enquadrados em um tipo de obesidade chamada de metabolicamente sadia — cujo risco de mortalidade não é muito diferente daquele entre indivíduos magros.

“O que o estudo traz de novidade é que mesmo o aumento da circunferência abdominal, na ausência de outros fatores metabólicos, não foi associado ao aumento na mortalidade. O mais importante, então, não seria a circunferência abdominal, mas o diabetes, a hipertensão e a dislipidemia. Isoladas, ou juntas, seriam o grande fator de risco aos obesos”, explica a médica do serviço de endocrinologista do Hospital das Clínicas, da Universidade Federal do Paraná (SEMPR/UFPR) e do hospital Pequeno Príncipe.

Obesidade saudável não é constante, dizem especialistas 

Apesar dos resultados, não é possível dizer que a obesidade é uma condição considerada segura, segundo alertam os especialistas ouvidos pelo Viver Bem.

A condição de obesidade metabolicamente saudável não é algo estável e pode evoluir para uma síndrome metabólica, dependendo do ganho de peso do indivíduo e do tempo em que ele permanecer acima do peso. “Se ele engordar mais ou ficar muito tempo obeso, essa condição se modifica. Ele sai do estado metabolicamente saudável e pode apresentar dados e síndrome metabólica na sequência, que muda tudo, inclusive o risco de mortalidade”, explica Rosângela Réa.

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A própria pesquisa alerta para essa evolução, conforme aponta Maria Edna de Melo, médica endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, de São Paulo, e professora do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC/FMUSP).

“Somente 1,2% dos pacientes analisados no estudo tiveram obesidade e permaneceram como metabolicamente saudáveis, sem risco de mortalidade elevado, durante todo o segmento. Ou seja, não é todo mundo que via morrer, mas apenas 1,2% se manterá livre do risco. Ou, 98,2% dos pacientes vão evoluir para outras doenças metabólicas e ter o risco aumentado”, explica Melo.

Outras condições

Mesmo que o risco de mortalidade seja considerado reduzido entre esses indivíduos sem doenças metabólicas associadas, a obesidade está comprovadamente relacionada ao aumento no caso de outras condições. Listam diferentes tipos de câncer, problemas nas articulações, fígado gorduroso, insuficiência cardíaca, casos de apneia do sono, pedras na vesícula, além de condições psicológicas, como ansiedade e depressão.

Jovens: idade influencia na taxa de mortalidade

Outra crítica ao estudo está relacionada a faixa etária dos pacientes analisados. Conforme aponta Mauro Scharf, médico endocrinologista e diretor médico da Unimed Laboratórios, foram coletados dados de adultos jovens, entre 18 e 48 anos – período no qual as síndromes metabólicas nem sempre aparecem.

“O desfecho de síndromes metabólicas, doenças cardiovasculares, em pacientes com obesidade acontece em um período evolutivo. Do estudo, podemos concluir que obesos jovens, sem comorbidades, não tiveram aumento na mortalidade, mas isso não quer dizer que a obesidade não seja fator de risco para as comorbidades ou para mortalidade. A obesidade está classificada como doença”, reforça o especialista.

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