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Saúde e Bem-Estar

Como um piercing e uma espinha no nariz deixaram duas mulheres sem o movimento das pernas

A bactéria Staphylococcus Aureus pode atingir a corrente sanguínea em caso de ruptura da pele, como uma espinha ou piercing

  • PorSandrah Guimarães, especial para Gazeta do Povo
  • [15/02/2019] [07:13]
Perda de movimentos foi causada por uma bactéria que se alojou na coluna. Foto: Bigstock
Perda de movimentos foi causada por uma bactéria que se alojou na coluna. Foto: Bigstock| Foto:

Uma bactéria comum em nosso corpo e que costuma estar presente na pele do rosto pode causar grandes problemas ao penetrar a corrente sanguínea. Casos de pessoas que perderam os movimentos das pernas após uma pequena infecção no nariz levantaram o alerta para os riscos para saúde. Em Brasília, a estudante Layane Dias, 20 anos, ficou paraplégica após colocar um piercing. A infecção se espalhou pela corrente sanguínea e causou danos na coluna da jovem. Caso semelhante aconteceu com a comerciante Lilian Duarte, de Abaeté, Minas Gerais, que perdeu os movimentos das pernas após espremer uma espinha.

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Layane Dias já tinha usado um piercing antes de fazer a perfuração que causou a perda de movimentos. Na segunda colocação, no entanto, houve graves complicações. A jovem teve uma infecção causada pela bactéria Staphylococcus Aureus, que se espalhou pelo sangue e se alojou na coluna. Ela conta que percebeu o problema no início de julho do ano passado, quando surgiu uma “bola” vermelha na ponta do nariz, seguida de febre e dores pelo corpo. A estudante recorreu a pomadas e medicamentos simples para aliviar o incômodo, mas o quadro de saúde dela foi piorando até que, um mês depois perdeu o movimento dos membros inferiores.

Layane percebeu o nariz vermelho, mas não deu muita importância. Foto: Arquivo pessoal
Layane percebeu o nariz vermelho, mas não deu muita importância. Foto: Arquivo pessoal

Segundo a infectologista Monica Gomes da Silva, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, a bactéria Staphylococcus Aureus é típica de pele. “A bactéria só causa problemas quando ocorre uma ruptura e consegue atingir as camadas inferiores da pele e a corrente sanguínea. No caso da estudante, houve o agravante pelo fato do piercing ter sido colocado no nariz, uma área em que a bactéria costuma estar presente”, explica, complementando:

“A característica da bactéria Staphylococcus Aureus é causar metástase infecciosa em locais distantes de onde ela conseguiu entrar. A bactéria se espalha pelo corpo e pode infectar múltiplos lugares, como a coluna, o coração, os dedos dos pés e das mãos.”

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Infecção começou no nariz e se espalhou pelo organismo da jovem. Foto: acervo pessoal
Infecção começou no nariz e se espalhou pelo organismo da jovem. Foto: acervo pessoal

Essas infecções não são raras, mas se houver tratamento no início pode ser controlada sem deixar sequelas, conforme explica a médica. “Logo que recebemos pacientes com infecção pelo corpo levamos em conta a possibilidade da bactéria ter entrado por lesões de pele. Nem sempre quem coloca um piercing, por exemplo,leva em conta que é uma agressão. A gravidade que aconteceu com Layane, não é comum, mas não é impossível”, enfatiza a médica Monica Gomes da Silva.

Inflamação e sequelas

A comerciante Lilian Duarte, de Abaeté, Minas Gerais, passou por uma situação parecida há dois anos. Começou com uma inflamação no nariz, o início de um abcesso. Ela achou que era uma espinha e tentou espremer, mas as a inflamação aumentou e entrou na corrente sanguínea se instalando na coluna:

“Foi desesperador, uma dor imensa, procurei um hospital porque eu não sentia mais minhas pernas. A infecção se espalhou por cinco vértebras. Achei que ia morrer, tamanha a dor, nem morfina aliviava. Fui operada por uma equipe de médicos e o neurocirurgião salvou minha vida.”

A comerciante conta que depois da operação precisou usar um colete por seis meses. Depois de muita fisioterapia, conseguiu para recuperar os movimentos das pernas. “Aprendi a duras penas que não se pode espremer nenhuma espinha, deve-se lavar as mãos e desinfetar sempre com álcool em gel porque a bactéria está no corpo da gente e qualquer descuido pode entrar, principalmente pelo nariz”, relata.

Lilian Duarte voltou a andar, mas ficou com sequelas: “Sinto dormência e formigamento nos pés. Antes era do joelho para baixo, e agora diminuiu. Mas tem dias que nem sinto meus pés. Espero me recuperar totalmente.”

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