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Por que dormimos melhor no frio?

Quando está mais frio, os mecanismos fisiológicos para a manutenção da temperatura do corpo (mais as cobertas e roupas quentes) favorecem o sono.

Os mecanismos fisiológicos para a manutenção da temperatura do corpo (mais as cobertas e roupas quentes) favorecem o sono. Foto: Bigstock.

Com a aproximação do frio é um ritual começar a tirar as cobertas dos armários e colocá-las no sol ou em um ambiente ventilado para serem usadas quando necessário. Aquele peso a mais de um edredom e cobertores traz uma sensação de aconchego e muitas pessoas acreditam que, no frio, o sono é muito melhor.

E não é que é verdade? “Quando está mais frio, os mecanismos fisiológicos para a manutenção da temperatura do corpo (mais as cobertas e roupas quentes) favorecem o sono. Quando sentimos frio, a percepção do corpo nos mantém acordados. Daí a tendência de se agasalhar mais, para inibir os mecanismos fisiológicos do cérebro que fazem a manutenção da temperatura do corpo, ajudando o sono. Um exemplo: quando começamos a dormir, a temperatura do corpo tende a diminuir, é por isso que normalmente buscamos nos cobrir, ainda que com uma coberta fina”, explica o neuropediatra da Unimed Curitiba, Antonio Carlos de Farias.

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É muito mais fácil dormir quando estamos confortáveis e, geralmente, aquecer o corpo no frio não é tão complicado quanto refrescar-se no calor. Várias camadas de roupa e cobertas dão conta do recado, enquanto que, em dias quentes, manter o quarto fresco é mais desafiador — nem todos têm ar-condicionado ou ventilador à disposição.

 

“Outro fator interessante é que, com o frio, temos menor incidência de luz e, quanto menos luz, mais sono, por conta da produção de melatonina”, completa o neuropediatra. A melatonina é um hormônio produzido pelo corpo quando se está em silêncio e no escuro, contribuindo para o descanso e o sono reparador.

E o barulho de chuva?

Muitas pessoas relatam mais facilidade para dormir quando está chovendo, por conta do barulho característico. “É normal condicionar afetos, memórias e cognições a estes ruídos, como o barulho de chuva ou mesmo de ar-condicionado e de ventiladores. Mas de fato, do ponto de vista científico,  parecem não influenciar positivamente, pois um bom sono depende de um ambiente tranquilo, com pouco ou nenhum barulho”, esclarece a psiquiatra Alessandra Diehl.

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Em geral, todas as informações sensoriais prejudicam o sono e são fatores de vigia. “Quando fechamos os olhos e inibimos o ruído, o objetivo é desligar o cérebro. Mas, o barulho de chuva, ou até mesmo músicas, podem estimular memórias afetivas e levar o indivíduo a um estágio de calma e serenidade, podendo desta forma auxiliar no sono”, complementa o neuropediatra Antonio.

“Ter hábitos regulares e semelhantes todos os dias antes de dormir, como escovar os dentes ou arrumar cama, já sinalizam aos sistemas reguladores do sono que está na hora de deitar. Isso tende a facilitar o processo e o condicionamento para dormir”, completa Alessandra.

Dicas para dormir melhor

– Manter constância de horários e periodicidade de sono;
– Dormir demais nos finais de semana pode descompassar o sono;
– Cuidado com bebidas quentes antes de dormir – muitas podem conter estimulantes ou diuréticos;
– Fumar antes de dormir tende a ser estimulante;
– Cuidado com a ingestão de bebidas alcoólicas para aquecer – podem piorar ou induzir apneia do sono, que piora a qualidade do sono;
– Chás como camomila ou valeriana são levemente hipnóticos e podem auxiliar no sono;
– Não fazer exercícios físicos próximos da hora de dormir;
– Não realizar atividades excitantes ou emocionalmente fortes perto da hora de deitar;
– Cama é para dormir – evite usar a televisão, comer, abusar do celular ou vídeo game;
– Mantenha o quarto organizado e limpo.

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