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Perder cabelo depois da gestação é normal, mas a queda não pode durar tempo demais

A queda dos fios é resultado da redução abrupta dos hormônios depois do parto e não precisa de tratamento na maioria dos casos

nascimento, cabelo, gestação, gravidezQueda dos fios é normal depois do nascimento, e pode levar até seis meses para crescer tudo novamente (Foto: Bigstock)

Muitas novas mamães sentem diferença no volume e na quantidade de cabelo depois da gestação, mas não é motivo de preocupação.

O que acontece é uma alteração no ciclo de vida do cabelo, que tende a voltar ao normal entre seis e 24 semanas, ou até seis meses.

Em vez de seguir o ciclo normal de nascer, crescer, estabilizar e cair, depois do nascimento do bebê cerca de 30% dos folículos capilares vão direto à fase final, aumentando o número de fios no travesseiro.

Essa perda pode até ser significativa, mas não deve ser preocupante, na maioria dos casos, e a mulher se recupera espontaneamente. “Cair o cabelo é normal, o anormal é quando não há uma reposição desse cabelo antigo. A orientação para as mulheres é que fiquem de olho no cabelo que está nascendo, se ele demora a crescer ou se não está nascendo”, explica Leonardo Guedes, cabeleireiro.


Nas mulheres que levam um tempo maior para a recuperação dos fios, cerca de 20% delas, a razão pode ser hormonal, deficiência de proteínas, infecções ou por questões genéticas.

“Em raros os casos, a queda pode persistir por até 15 meses. Alguns tratamentos podem minimizar a queda e reduzir o período desta, acelerando o crescimento dos novos fios. Mas são tratamentos individualizados, prescritos por um dermatologista”, explica Maria Fernanda Reis Gavazzoni Dias, médica dermatologista professora adjunta da Universidade Federal Fluminense (UFF) e responsável pelo ambulatório de alopecia e cabelo da mesma instituição.

Prevenção?  

Não há nenhuma forma de prevenir a queda dos fios, que é uma etapa natural, além de tentar manter uma vida saudável e realizar um pré-natal adequado para evitar doenças ou carências de nutrientes.

“A queda não tem a ver com anestesia, nem com o tipo de parto, nem com a amamentação. Relaciona-se ao final de uma fase hormonal rica e complexa, que é a gestação. Além disso, cada gestação é única, inclusive para o cabelo. A queda dos fios pode ser bem significativa em uma e mais leve em outra”, diz a médica dermatologista.

Cabelos novos e diferentes

Os fios que nascem depois desse período, por serem novos, podem parecer mais pigmentados que os antigos – dando aquela sensação de que o cabelo ‘escureceu’, o que não é bem verdade. Como esses fios ainda não sofreram oxidação da luz ultravioleta, eles mantêm um tom mais escuro. Da mesma forma, há mulheres que acham que o cabelo ficou mais enrolado.

“O que acontece é que, quando o cabelo ainda é curto, é mais leve, poroso e arrepia bastante, o que dificulta no cuidado. Mas não é uma mudança permanente na estrutura do fio. Depois que a questão hormonal estabiliza, o cabelo volta ao que era antes”, explica o cabeleireiro.

Gestação volumosa

A queda dos fios depois do parto pode parecer significativa, e é, mas muitas mães não percebem que durante a gravidez o ciclo de vida dos fios também mudou.

A fase de queda dos cabelos não chega para muitos fios, dando aquela sensação de um cabelo volumoso e cheio durante a gestação. Depois do parto, a fase de queda chega e leva os fios que ficaram tempo ‘demais’ na cabeça.

Normal x anormal

Nas mulheres não gestantes, e nem logo depois do parto, 10% dos fios do cabelo estão na fase chamada de telógena, quando a raiz encolhe, entra em repouso e ocorre a queda do fio. Cerca de 85% estão na fase anágena, de produção da fibra capilar, ou formação de novos fios e 5% em fase catágena, fase de transição.

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