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A “bomba atômica” calórica dos ovos de Páscoa recheados

Com uma aparência de dar água na boca, a ideia de que se o produto é artesanal ele é mais saudável não se sustenta na prática

Ovos de Páscoa recheados são verdadeiras refeições e devem ser consumidos com moderação. Se quiser compensar, são necessárias 6 horas de corrida. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.Ovos de Páscoa recheados são verdadeiras refeições e devem ser consumidos com moderação. Se quiser compensar, são necessárias 6 horas de corrida. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.

Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, ovos recheados, colombas pascais, bombons, barras de chocolate, brigadeiros, biscoitos, confeitos, balinhas, doces artesanais ou uma cesta de frutas?

A maioria dos coelhos presenteia com chocolates, não dá para fugir disso. A grande tentação do momento são os ovos artesanais, com apetitosos recheios de brigadeiros, biscoitos, confeitos, bombons, doces variados… São lindos de ver e mais maravilhosos ainda de comer. Mas, na ponta do lápis, podem ser uma grande cilada pascal!

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A ideia de que produtos artesanais são mais saudáveis não se sustenta na prática, “os ovos artesanais e recheados são opções personalizadas e muitas vezes mais econômicas, mas as quantidades de cacau, açúcar e gorduras dos ingredientes adicionados é que determinam se o ovo é mais ou menos saudável”, explica a médica Marcella Garcez Duarte, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

“Se considerarmos um ovo de chocolate ao leite, no tamanho 15, com aproximadamente 200g, recheado com brigadeiro artesanal, podemos chegar facilmente a 1700 calorias. 100g de chocolate ao leite tem em torno de 550 calorias e, 100g de brigadeiro, uma média de 370 calorias”, completa a médica.

Para se ter uma ideia do que representa essa quantidade: um adulto saudável deve seguir uma dieta que varie de 1800 a 2500 calorias/dia; um sanduíche Big Mac, do McDonald’s, tem 500 calorias.

O chocolate não é um vilão, mas deve ser consumido com moderação. Foto: Bigstock

Já para perder isso, haja sufoco: uma caminhada de 30 minutos, em velocidade de 6,5 km/h, gasta aproximadamente míseras 250 calorias. Precisamos, então, de mais de seis horas de exercício para queimar um ovo recheado de brigadeiro. Se ele for decorado com outros chocolates, granulados, bombons ou biscoitos, a conta bate recordes e a consciência pesa cada vez mais – além da balança.

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Mas não precisamos entrar em pânico. A professora do curso de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Cilene da Silva Gomes Ribeiro, é categórica: “o chocolate não é um vilão.

Ele tem proteínas, gorduras, açúcares, minerais e vitaminas, nutrientes vitais para o corpo humano. O problema é que ele tem também calorias e gorduras saturadas. O ideal seria consumir de 10 a 15 gramas de chocolate por dia. Mas, se o chocolate tiver maior concentração de cacau (70%), esse consumo pode ser mais generoso e chegar a 30 gramas diárias”, esclarece.

Na Páscoa, apesar das grandes quantidades de chocolate que passam a circular, a regra da moderação permanece: é melhor comer aos poucos e não tudo de uma vez. Outro doce muito tradicional da época, a colomba pascal, também não é inofensiva, mesmo que apresente frutas em sua massa – uma fatia de 100g tem em média 350 calorias.

Chocolates e docinhos para as crianças

Para a criançada, novamente vale a regra de ouro: moderação. “O doce não deve ser oferecido em hipótese alguma para menores de um ano e, preferencialmente, o ideal é que seja consumido somente após os três anos de idade”, alerta a nutróloga.

Os chocolates com maior concentração de cacau também são os mais recomendados, “ideal seria evitar os chocolates brancos, que não tem nada de cacau, e também os chocolates recheados, pois concentram maior quantidade de açúcares e gorduras”, orienta a nutricionista.

Os pais têm um papel fundamental nessa hora – para evitar o consumo excessivo, cabe aos adultos deixar os ovos e doces fora do alcance das crianças e oferecer porções fracionadas, pois o consumo excessivo pode levar a disfunções metabólicas, como obesidade e diabetes.

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