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Refluxo tem gatilhos que vão de comida a estresse

Problema crônico, o refluxo gastroesofágico acomete desde crianças até idosos e não tem cura; saiba como identificar e controlar os sintomas

Refluxo tem como gatilhos comidas e estresse. Foto: Bigstock.Refluxo tem como gatilhos comidas e estresse. Foto: Bigstock.

Há alguns anos, Bruno Piza, professor e freelancer, começou a sentir uma ardência forte no estômago e uma ânsia que não passava. Percebia ainda uma dor de garganta confusa, em um espaço entre a boca do estômago e o pescoço. Ao sentir os sintomas quase que semanalmente, decidiu ir ao médico e voltou com o diagnóstico: refluxo gastroesofágico.

Além do tratamento com medicação, que o acompanhou por cerca de seis meses, passou a identificar hábitos, principalmente alimentares noturnos, que contribuíam para o problema. “Cortei especialmente frituras e comidas muito pesadas no jantar, como churrasco, pizza e hambúrguer. Notei ainda que algumas frutas ácidas em excesso disparavam a dor”, explica Piza. Além da alimentação, notou como gatilho também o estresse.

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O depoimento acima não é pouco comum: estima-se que a condição atinja 20% dos adultos brasileiros. “A DRGE, doença do refluxo gastroesofágico, é uma doença crônica, decorrente do retorno de parte do conteúdo gastroduodenal para o esôfago e/ou órgãos próximos, como laringe ou pulmão”, explica Sandra Beatriz Marion, gastroenterologista e endoscopista do Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba e professora adjunta de gastroenterologia da PUC-PR.

A profissional conta que a condição acontece quando a válvula entre o esôfago e o estômago não está funcionando corretamente, o que permite este retorno e diversos sintomas desagradáveis. Entre os clássicos, estão a queimação no peito ou azia e a regurgitação (quando o líquido do estômago volta para o esôfago). Entre os sintomas mais atípicos, estão situações otorrinolaringológicas, como pigarro, tosse e rouquidão; pulmonares, como asma, falta de ar e fibrose pulmonar e orais, como erosão dentária.

O tratamento adequado é fundamental, já que o quadro pode desencadear esofagite, o estreitamento do esôfago (estenose), sangramento e até câncer.

“O tratamento com medicação controla a condição, logo, assim que o paciente para de tomar os remédios, há grandes chances de os sintomas retornarem.”

Sandra Beatriz Marion, gastroenterologista e endoscopista do Instituto do Aparelho Digestivo de Curitiba e professora adjunta de gastroenterologia da PUCPR.

 

Principais causas

De acordo com Sandra, o principal mecanismo que leva ao refluxo é o mal funcionamento da válvula entre o esôfago e o estômago, chamada esfíncter inferior do esôfago. Além disso, a presença da hérnia de hiato (deslocamento de parte do estômago para dentro do tórax) também é apontada como causa. Para prevenção, a médica indica, em primeiro lugar, bons hábitos alimentares, como evitar o consumo de grandes quantidades de comida, alimentos gordurosos e não se deitar logo após comer. “É importante ainda cortar o cigarro e controlar o peso, já que a obesidade pode ser a causa do problema”, explica.

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A má notícia é que a doença não tem cura. “O tratamento com medicação controla a condição, logo, assim que o paciente para de tomar os remédios, há grandes chances de os sintomas retornarem”, afirma Sandra. Por este motivo, a cirurgia é indicada para parte dos pacientes com o diagnóstico, com maior probabilidade de solução definitiva.

A consulta com um especialista para avaliação dos sintomas é fundamental para a indicação do melhor tratamento. Vale lembrar que o problema, de acordo com Sandra, pode acontecer em qualquer fase da vida, desde a infância até a terceira idade.

 

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