(Foto: Reprodução do Instagram do  senador)
(Foto: Reprodução do Instagram do senador)| Foto:

Romário, o ex-jogador de futebol e senador, passou por uma cirurgia bariátrica no fim do ano passado para ajudar no tratamento da diabete tipo 2. A mudança dos 80 kg aos 70 kg não passou despercebida pelos fãs e até mesmo entidades médicas se manifestaram, diante da magreza do senador. Embora seja uma das indicações para a cirurgia bariátrica, ou cirurgia de redução do estômago, ter diabetes tipo 2 não dá permissão imediata ao procedimento.

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Nesta segunda-feira (23), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) enviaram um comunicado à imprensa, na qual reforçaram que “não existem evidências científicas robustas e de longo prazo que comprovem a segurança e eficácia de cirurgia bariátrica no tratamento de diabetes tipo 2 para pacientes com IMC abaixo de 35 kg/m2, considerando quaisquer técnicas cirúrgicas, regulamentadas ou não regulamentadas.”

Bom dia. Quem vai???

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Antes do procedimento, Romário disse em entrevista ao programa televisivo Globoesporte que pesava 80 kg e estava com diabetes acima de 400.

Para ter indicação à cirurgia, de acordo com as recomendações das entidades médicas, o ex-jogador deveria estar pesando perto de 100 kg – pois tem altura de 1,67 m. Assim atingiria o IMC de 35. Com a altura e seu peso pré-cirurgia, Romário tinha um IMC de 28,7, considerado sobrepeso e menor que os 35 indicados pelas entidades médicas. 

O médico Áureo Ludovico de Paula, responsável pela cirurgia de Romário e de outros famosos, como o apresentador Faustão, rebate as críticas. Ele diz que o ex-jogador chegou ao seu consultório com IMC 31 e que existem estudos que mostram bons resultados para pacientes diabéticos com esse perfil. “Acompanhamos por cinco anos 494 pacientes operados e 90% deles tiveram bons resultados”, explicou o médico. 

O posicionamento oficial sobre diferentes sociedades [Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), SBEM e ABESO] sobre a Cirurgia Bariátrica/Metabólica reforça que o procedimento pode facilita a manutenção de um controle glicêmico, assim como a melhora dos fatores de risco cardiovascular, no diabético.

“Embora sejam necessários estudos que demonstrem os benefícios em longo prazo com essa modalidade terapêutica, já existem evidências clínicas que permitem incluir a cirurgia entre as opções terapêuticas para o Diabetes mellitus tipo 2 e a obesidade. Assim, a cirurgia bariátrica já é uma recomendação para o tratamento do paciente com obesidade grau 3 (IMC > 40 Kg/m2) e Diabetes mellitus tipo 2 independente do grau de controle ou da complexidade dos esquemas. A mesma recomendação é válida para pacientes com obesidade grau 2 (IMC 35-39,9 Kg/m2) com controle glicêmico inadequado, com medidas de incentivo a mudança de estilo de vida e da terapia clínica mais adequada”, diz o comunicado

Outra questão polêmica no tratamento do ex-jogador foi a técnica escolhida, chamada de interposição ileal, quando a parte final do intestino delgado, o íleo, é sobreposta sobre a parte inicial, chamada de duodeno. O procedimento nunca foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina e, em 2014, foi retirado da lista de procedimentos experimentais por decisão da Justiça Federal de Goiás. O conselho recorreu da sentença e aguarda resposta.

Ludovico de Paula, médico responsável pelo procedimento em Romário, diz que o acompanhamento dos pacientes mostra que a técnica é segura e eficaz.

Rolezinho de leve. Kkkk

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