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Saúde da região íntima da mulher exige cautela até com o tecido da calcinha

Médico ginecologista dá dicas para evitar complicações como alergias, dermatites e outras condições da região íntima

Foto: Bigstock.

Além da visita anual ao médico ginecologista, que vai avaliar a vulva, vagina e órgãos reprodutores (associando, para isso, exames complementares), a mulher pode adotar pequenas condutas diárias que garantem uma região íntima mais saudável e livre de incômodos.

O Viver Bem conversou com o médico ginecologista Sheldon Rodrigo Botogoski, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná (Sogipa), que elencou cuidados essenciais para a saúde de toda mulher. Confira:

Roupa íntima

Os cuidados começam logo na escolha da calcinha. Segundo Botogoski, a preferência deve ser sempre pelas peças feitas em tecido natural, como o algodão, que absorvem bem a umidade. “O dri-fit também é indicado, porque permite a transpiração da região vulvar, assim como o algodão. A mulher deve evitar tecidos sintéticos, como a lycra, que não absorvem a umidade e criam um abafamento e um aumento de temperatura no local, o que leva a irritações”, diz. A calcinha também deve ser confortável, nunca justa ou apertada. O excesso de umidade não absorvida pelo tecido da calcinha pode levar também a uma proliferação excessiva de fungos, gerando dermatites fúngicas e eczemas da vulva que precisam de diagnóstico e tratamento corretos.

Lavagem da roupa íntima

Outro ponto que merece destaque, talvez desconhecido por grande parte das mulheres, diz respeito à lavagem da calcinha. “A recomendação é nunca lavar no chuveiro e durante o banho, mas na lavanderia, assim como as demais roupas. A parte que fica em contato com o genital deve ser muito bem enxaguada para retirar todos os resquícios de produtos de limpeza que ficam entre as tramas do tecido. Do contrário, eles podem reagir com o calor do corpo e também provocar irritações e alergias na pele”, orienta o médico.

Roupas comuns

Mulheres acostumadas ao uso contínuo e prolongado de calças mais apertadas, como as jeans, também devem ficar atentas, já que a compressão e o aquecimento da área íntima comprometem a saúde da vulva. Para “compensar”, Botogoski recomenda que as mulheres durmam sem roupa íntima, de modo a ventilar a região, deixando que a pele respire normalmente. Adotar mais saias e vestidos no dia a dia também é uma medida interessante.

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Protetores diários

Mulheres com excesso de umidade e secreções naturais (na linguagem médica chamadas de muco cervical, produzido pelo colo do útero), segundo o médico, podem se valer, diariamente, do uso de protetores de calcinha. “Contudo, devem ser aqueles feitos de materiais respiráveis, nunca com a película plástica comum nos absorventes utilizados durante a menstruação”, alerta.

Sabonetes íntimos

Os sabonetes íntimos são bem indicados se em formulação líquida, com pH ácido (entre 4 e 6), hipoalergênicos e não bactericidas. “A ideia desses produtos é lavar a região íntima, não remover suas bactérias naturais”, diz Botogoski. Devem ser utilizados somente na parte externa da região genital, em movimentos circulares e somente depois da formação de espuma com as mãos. Na ginecologia, não existe recomendação segura para a higienização do canal vaginal, visto que isso pode remover a proteção natural e favorecer o surgimento de doenças, como a candidíase. Ou seja, duchas estão completamente fora de questão. Em tempo: homens também podem utilizar os sabonetes íntimos femininos, especialmente na glande.

Lenços umedecidos

Muito utilizados na higiene dos bebês, os lencinhos umedecidos também são indicados para mulheres que desejam se sentir mais limpas durante o dia, em momentos que inviabilizam um banho completo.

Urinar após as relações

É consenso entre os ginecologistas, que urinar logo após as relações sexuais ajuda a limpar a uretra, evitando contaminações por bactérias que habitam o intestino e podem ter chegado à vulva graças à sua proximidade com o ânus. Entre as mais comuns está a cistite, uma infecção bacteriana que acomete o trato urinário inferior, especialmente a bexiga.

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