Como ajudar um paciente em crise de diabete

Durante uma crise de hipoglicemia, tomar refrigerante, comer bala ou mesmo um saquinho de açúcar salva a vida e reduz sequelas

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É comum pensar que o diabético não pode jamais comer açúcar. Mas, em um momento de crise é ele que deve ser usado para proteger o doente de entrar em coma ou ter sequelas no raciocínio e na memória.

Ter crises pela falta ou excesso de glicose no sangue não é mais algo tão comum, devido aos novos medicamentos e insulinas de longa duração. Quem corre mais risco de ter crises de hipoglicemia, quando o açúcar fica muito abaixo do normal, é o diabético tipo 1, que faz uso diário da insulina, produzida em poucas quantidades pelo pâncreas.

“As crises de hipoglicemia são divididas em leves e graves. As leves são mais frequentes, e logo que o paciente sente os tremores, sudorese e palpitação procura algo para elevar a glicemia, seja uma bala, suco ou porção de açúcar”, explica o professor da disciplina de endocrinologia da UFPR e presidente do Centro de Diabetes de Curitiba, Edgard Niclewicz.

Se o diabético começar a falar sem sentido, não conseguir raciocinar direito ou desmaiar, trata-se de uma crise grave. “O paciente pode não ter os sintomas de uma crise leve antes de partir para o desmaio, por isso é mais perigosa. Ele está bem e, de repente, fica pálido, não reconhece as pessoas e desmaia, podendo entrar em coma rapidamente”, diz Niclewicz.

Tatuagem salvadora
Ter consigo uma identificação da condição de diabético é importante na hora das crises. Mais efetivo que andar com um colar, pulseira ou cartão que diz “sou diabético”, é tatuar a mensagem no corpo. A moda envolveu diversos diabéticos, inclusive alguns famosos, como o músico Dado Villa-Lobos, do Legião Urbana, que traz no braço direito o nome, o tipo sanguíneo e a informação da doença. A Associação de Diabetes Juvenil lançou, em 2014, a campanha Identiarte que incentiva os diabéticos a tatuarem o círculo azul, símbolo da doença. Veja mais sobre isso neste site.

Tatuar a condição diabética é incentivado em campanhas. Foto: Divulgação

Tatuar a condição diabética é incentivado em campanhas. Foto: Divulgação

Agindo rápido

Ajude alguém em crise:

1 Se o diabético estiver desmaiado ou desacordado, busque algo doce como refrigerante não diet, suco natural ou algo fácil de engolir.
2 Perceba se a pessoa está deglutindo bem e se ela volta rapidamente ao normal.
3 Caso demore a acordar ou não consiga engolir, chame a emergência.
4 Se for crise de hipoglicemia, veja se ele carrega o kit com o hormônio glucagon e aplique para ela voltar a si.

Fontes: endocrinologistas Gisah de Carvalho, professora da UFPR e Edgard Niclewicz, do Centro de Diabetes de Curitiba

Kit glucagon
Bombas de infusão de insulina e insulinas de longa duração conseguem manter a regularidade do hormônio por até 24h. É importante que o paciente sempre carregue um kit, que tenha o contra regulador de insulina, o glucagon. Quando o diabético sentir os sintomas da crise de hipoglicemia, ele mesmo pode fazer a injeção do glucagon.

Açúcar neles
Quando os níveis de açúcar no sangue ficam acima do que a insulina é capaz de cuidar, o diabético passa a sentir sintomas parecidos com a hipoglicemia: confusão mental, fala estranha, desmaio, podendo entrar em coma. Quem estiver por perto e não souber se a crise é pela falta ou excesso de açúcar, não hesite: use o açúcar.

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