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Como contornar o vitiligo

Apesar de ser uma doença autoimune, há tratamento para reduzir as manchas


As manchas brancas espalhadas pelas mãos, cotovelos e face ainda causam espanto, apesar de estarem presentes em 0,5% a 2% da população mundial, segundo a Fundação de Pesquisas sobre Vitiligo (Vitiligo Research Foundation). O medo de contágio e a falta de tratamento do vitiligo são mitos que confirmam a percepção de especialistas de que a doença ainda é negligenciada, especialmente pela ausência de medicamentos específicos. Origem, prevenção e reversão do quadro são algumas das grandes dúvidas de pacientes, quando buscam orientação médica, segundo o dermatologista e professor do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Caio Castro, que recentemente lançou um manual para familiares de portadores de vitiligo. Veja algumas dúvidas:

Qual a causa do vitiligo?

De origem genética, a manifestação da doença varia de pessoa para pessoa. São mais de 20 mil genes no corpo e sabe-se que mais de um causa a doença, mas ainda não foram descobertos todos. Não há como saber antes se a doença vai surgir ou não, mas sabe-se que há esta predisposição.

Tem cura?

Ainda não é possível dizer que o vitiligo tem cura, mas a doença pode ficar estável a vida inteira, sem progredir ou regredir. Há casos em que, mesmo após a repigmentação, ocorre um processo autoimune que despigmenta o mesmo local. A repigmentação faz parte do principal tratamento do vitiligo, feito com fototerapia a partir do uso de luz Ultra Violeta B (UVB) e podem ser feitas até 200 sessões ou 30 por ano. Acima deste número, o risco de câncer de pele é muito elevado. A despigmentação total da pele é uma terapia recomendada quando o vitiligo atingiu mais de 50% do corpo, segundo a Academia Americana de Dermatologia.

É contagioso?

Não. Mas há um fator genético relacionado à doença. Cerca de 20% a 30% das pessoas com vitiligo têm parentes próximos com as manchas. O maior problema é ainda o preconceito que acomete psicologicamente os portadores. São comuns casos de pacientes que deram a mão para ajudar outra pessoa na rua e, ao ver a mão com as manchas, as pessoas se afastarem, o que chateia os portadores.

O que acontece se eu não tratar o vitiligo?

Não há problemas de saúde vinculados ao não tratamento do vitiligo. Porém, muitas pessoas não buscam especialistas por acreditarem que não há tratamento. É preciso ficar atento ainda, pois as células produtoras de melanina (melanócitos) também estão presentes nos olhos e ouvidos e, pessoas que apresentam vitiligo podem ter inflamações nestes locais, até mesmo déficit de audição, decorrente do ataque autoimune.

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