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Nem dolorido, nem complicado; saiba como se tornar um doador de medula óssea

Cadastro em banco de dados internacional e compatibilidade genética permite transplante que salva vidas. Veja como e onde doar em Curitiba

(Foto: BigStock)

Com 467 mil doadores, o Paraná é o terceiro estado com mais cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) – São Paulo tem 1,1 milhão de cadastrados e Minas Gerais tem 467,7 mil. O Redome é o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, com mais de 4,3 milhões de pessoas. A doação pode ser feita para qualquer país, assim como os receptores brasileiros podem receber de doadores internacionais. No entanto, ainda há muitas dúvidas na hora de se tornar um doador.

A médica de serviço de transplante de medula óssea e oncologista pediátrica do Hospital Pequeno Príncipe, Cilmara Kuwahara, incentiva o cadastro de mais doadores e explica: “Durante o procedimento, o doador está anestesiado e não sente dor. Depois, a dor é leve e pode ser controlada com analgésicos. Já o benefício que esse doador traz é duradouro e pode salvar a vida de alguém”, afirma.

O transplante é realizado em pacientes com doenças relacionadas à deficiência no sistema imunológico e à fabricação de células no sangue, como leucemia e linfomas. Na medula óssea estão as células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela geração de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Essas células são substituídas no transplante de medula, com o objetivo de reconstituir uma medula saudável.

Doador compatível

De acordo com Kuwahara, muitas vezes os procedimentos não são realizados, mesmo havendo compatibilidade, porque os doadores não são encontrados. “As pessoas mudam de endereço e não atualizam no cadastro, e quando poderiam doar para alguém, não são encontradas”, diz a médica.

Para realizar o transplante, é necessário que haja compatibilidade tecidual, determinada por um conjunto de genes, de 100% ou, pelo menos cerca de 90%, entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada pelo corpo do receptor.

O doador pode ser uma pessoa da própria família ou não. A chance de um irmão ser compatível é de 25% e, havendo um irmão totalmente compatível, ele será a primeira opção. Caso não seja compatível ou o receptor não tenha irmãos, começa uma busca de outros doadores. De acordo com o Redome, as chances de encontrar um doador compatível fora da família são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.

Como é feito o cadastro?

Para doar medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos e boas condições de saúde. A exceção na faixa etária é feita em casos que o doador é uma criança irmã do receptor. O restante dos critérios costuma a ser o mesmo utilizado para a seleção de doador de sangue e o cadastro pode ser feito em qualquer hemocentro.

É retirado cerca de 5 ml de sangue para a realização dos teste de compatibilidade genética. Também é feito um cadastro por escrito com os dados do voluntário que ficarão armazenados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Como é o transplante?

Se os resultados forem compatíveis ao de um paciente que precisa do transplante, o doador é chamado para realizar exames complementares que confirmem a compatibilidade e a ausência de doenças que impeçam a doação.

O tipo de transplante de medula óssea mais comum dura em média duas horas. O doador passa por uma pequena cirurgia, na qual recebe anestesia geral ou local (na área da lombar). São feitas de quatro a oito punções nos ossos da bacia para aspirar parte da medula, retirando em média 15 ml do volume da medula por quilo do peso do doador – o que não compromete sua saúde. Essas células retiradas são acomodadas em uma bolsa especial, congeladas e transportadas em condições específicas até o local do transplante.

A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias. Ele permanece internado por um dia e após uma semana pode retornar às suas atividades habituais. O portal do Redome informa que nos primeiros três dias, o doador pode sentir um desconforto de leve a moderado, amenizado facilmente com o uso de analgésicos.

Outra forma de coleta é chamada de aférese, quando o doador utiliza medicação alguns dias antes para aumentar o número de células-tronco no sangue. A pessoa faz a doação por meio de uma máquina que colhe o sangue da veia, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários. Não há necessidade de internação, nem de anestesia. A decisão sobre o tipo de doação é exclusivamente dos médicos e varia de acordo com a situação do paciente.

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