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Papanicolau: toda mulher tem que fazer o exame

Entenda por que o preventivo feminino é tão importante para diagnosticar casos de câncer de colo de útero e outras doenças

Mulheres que têm antecedentes de câncer de mama ou ovário na família deve iniciar o acompanhamento médico com antecedência. Foto: Bigstock.

Toda mulher que vai ao ginecologista ouviu falar no papanicolau. O nome complicadinho é uma homenagem ao médico grego George Papanicolaou, que criou o método em 1940. Mas as complicações desse exame acabam por aí: ele é muito simples e rápido de fazer. Segundo José Bento, ginecologista e obstetra dos hospitais Albert Einstein e São Luis, sua principal função é a de identificar lesões precursoras do câncer de colo de útero. Segundo o especialista, o papanicolau também é a melhor maneira de prevenir HPV e infecções vaginais. Um estudo recente, divulgado pela revista Science Translational Medicine, aponta que o exame pode detectar até cânceres de ovário e de endométrio, além do de colo do útero e outras doenças.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina – atrás apenas do câncer de mama – e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos. Atualmente, 44% dos casos de câncer do colo do útero são de lesão precursora do câncer, chamada in situ, localizado através do papanicolau. Mulheres diagnosticadas precocemente e tratadas têm praticamente 100% de chance de cura.

Quem tem antecedentes de câncer de mama ou ovário na família deve iniciar o acompanhamento médico com antecedência. A época ideal depende da idade com que a pessoa da família teve a doença e também o tipo de câncer.

  • O exame
    Feito durante o exame ginecológico de rotina, o procedimento consiste em uma raspagem das células do colo do útero. “Para fazer a raspagem, o médico coloca um aparelho (espéculo) na entrada da vagina. Isso pode causar um pouco de dor, mas nada insuportável”, explica. A dor também pode estar associada a algum problema na região.
  • Tem que fazer!
    Toda mulher em período fértil, independente de ter ou não a vida sexual ativa, deve fazer o exame todos os anos. “Assim que a paciente tiver três preventivos normais consecutivos é possível espaçar o tempo da reconsulta para dois ou três anos”, explica o ginecologista e obstetra do Hospital Nossa Senhora das Graças, Edison Luiz de Almeida Tizzot. Apareceu corrimento? É bom refazer a coleta: quando um problema não foi detectado em uma consulta, pode ser percebido em outra e tratado a tempo”, diz.

 

FASES DA VIDA

Com ajuda da médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Cris Beduschi, listamos os exames mais importantes a serem feitos em cada idade:

  • 20 anos
    Aos 20 anos (ou ao iniciar as relações sexuais) alguns cuidados preventivos são necessários, como a vacinação contra a infecção por HPV, responsável pela transmissão do condiloma e da maioria dos cânceres de colo do útero, e a vacinação para Hepatite B. Recomendado também nesta fase a realização de ultrassom pélvico transvaginal e de mamas, pois eles ajudam na identificação precoce de alterações tais como cistos nos ovários, ovários policísticos, endometriose e nódulos mamários.
  • 30 anos
    Doenças relacionadas ao aparelho genital feminino ainda são o foco nesta fase da vida. “Portanto, colpocitologia oncótica e ultrassonografia devem ser mantidos na rotina”, afirma Cris. O rastreamento do câncer de mama com exame clínico e mamografia também pode ser necessário em mulheres com histórico na família. “Mulheres com parentes de primeiro grau que tiveram a doença antes dos 50 anos, ou que tiveram câncer bilateral de mama ou ovário em qualquer idade, já devem começar com os exames nesta fase”, orienta. Além desses cuidados, alguns profissionais recomendam uma atenção especial à tireoide, glândula na região do pescoço que produz hormônios importantes para a saúde feminina. “Portanto, uma avaliação dos hormônios tireoidianos deve ser realizada, associado a um ultrassom de tireoide”, recomenda a médica.
  • 40 anos
    Aqui, a mamografia passa a fazer parte do check up feminino. Segundo o INCA, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Também é importante acrescentar uma avaliação cardiológica nessa fase, pois ocorrem alterações hormonais que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
  • 50 anos
    Com a chegada da menopausa, as chances de osteoporose são maiores e o exame de densitometria óssea torna-se ainda mais importante. O risco de desenvolver doenças relacionadas ao coração passa a ser duas ou três vezes maior. “Os cânceres de mama, cólon e colo uterino são os mais comuns”, sendo importante continuar com mamografia, papanicolau, exames de sangue e colonoscopia.
  • 60 anos
    Os exames são os mesmos, mas precisam ser ainda mais frequentes. Cuidados com a osteoporose devem ser intensificados, com a realização periódica da densitometria óssea. “Além disso, a ida ao cardiologista para prevenção da hipertensão arterial e doenças do coração deve ser uma regra”. Os demais exames ( laboratoriais, ultrassonografia, mamografia e colonoscopia) não podem deixar de ser realizados.

 

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